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12 de abril de 2011

BRASIL E CHINA FECHAM 20 ACORDOS DE COOPERAÇÃO

   O Brasil e a China fecharam cerca de 20 acordos de cooperação durante visita da presidente Dilma Rousseff ao país asiático, informou a agência de notícias chinesa Xinhua. O presidente chinês, Hu Jintao, e a presidente brasileira assinaram um comunicado conjunto, após se reunirem na tarde de hoje (no horário local) em Pequim, no qual afirmaram que os dois países continuarão a promover a cooperação comercial e de investimento.
   Brasil e China assinaram uma série de documentos de cooperação, que incluem os setores de alta tecnologia, energia, aviação, educação e agricultura. A Xinhua não especificou, no entanto, o valor exato dos acordos. Entre os documentos assinados, está um memorando de entendimento sobre o estabelecimento de um centro de pesquisa e inovação sino-brasileiro de nanotecnologia. Os dois países planejam desenvolver também cooperação em tecnologia de bambu, recursos hídricos, esportes, agricultura e educação. Nos termos da cooperação entre as organizações e as empresas dos dois países, a China e o Brasil anunciaram 13 acordos relevantes nos campos de mídia, educação e aviação, entre outros. Falando de forma positiva sobre as conquistas que o Brasil e a China fizeram na cooperação comercial e econômica, o comunicado conjunto destaca que os dois países estão satisfeitos com o rápido crescimento do comércio e dos investimentos bilaterais.

Comércio   A China informou ainda que vai incentivar as empresas a aumentarem as importações de produtos de alto valor agregado do Brasil. Por sua vez, o Brasil reafirmou que irá rapidamente tratar do seu compromisso de reconhecer a China como economia de mercado, de acordo com os termos da ação conjunta dos dois países, segundo o comunicado. Os dois líderes também apelaram para que a Rodada de Doha produza resultados abrangentes e equilibrados a fim de resolver os problemas dos países menores do mundo desenvolvido, disse a Xinhua. Os dois países concordaram em cooperar mais estreitamente na reforma dos sistemas monetário e financeiro internacionais no âmbito da estrutura do G-20 (grupo que reúne as 20 maiores economias do mundo) e pediram uma ampliação da supervisão, a fim de evitar novas crises, enquanto trabalham em direção à recuperação econômica global, destacou a agência.
   O vice-premiê chinês, Wang Qishan, disse em um seminário fechado entre empresários da China e do Brasil que o gigante asiático deseja trabalhar com o País para impulsionar a cooperação entre as empresas chinesas e brasileiras. Em seu discurso, Wang ressaltou a cooperação efetiva entre China e Brasil em áreas como energia, recursos naturais, finanças, agricultura, ciência e infraestrutura. Dilma, que também participou do seminário, afirmou que o Brasil atribuía grande importância à parceria estratégica bilateral e tinha feito esforços ativos para reforçar a cooperação pragmática entre os dois países. Wang pediu também que ambos os países implementem seriamente um plano de ação conjunta e usem a Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Coordenação e Cooperação (Cosban) como uma plataforma para criar bons ambientes de negócios para as empresas das duas nações.
Fonte: O Estado de São Paulo

8 de abril de 2011

CAI IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO PARA 212 BENS DE CAPITAL

   O governo reduziu para 2% a alíquota do imposto de importação para 212 bens de capital. A relação dos produtos foi publicada nesta sexta-feira, 8, no Diário Oficial da União (DOU) por meio de resolução da Câmara de Comércio Exterior (Camex).
   Os itens foram incluídos na lista de ex-tarifários, que permite a redução temporária de tarifas para aquisição no exterior de bens de capital, informática e telecomunicação que não têm produção nacional. A redução de tarifas ocorre depois da análise pelo governo dos projetos de investimentos - onde os equipamentos serão utilizados - apresentados pela iniciativa privada.
   Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), os investimentos previstos nos projetos beneficiados com a queda do imposto de importação somam US$ 1,863 bilhão. As importações dos produtos devem totalizar US$ 350 milhões. A redução do tributo vale até 30 de junho de 2012. O governo entende que o ex-tarifário estimula os investimentos ao baratear a compra de máquinas e equipamentos sem similar nacional. O mecanismo é usado pelo Ministério do Desenvolvimento desde 2003.
Fonte: Agência Estado

MDIC PASSA A DIVULGAR BALANÇA COMERCIAL DAS COOPERATIVAS

   O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulga, nesta sexta-feira (8/4), os balanços das operações de exportação e importação das cooperativas brasileiras com a série histórica desde 2005 até o resultado do primeiro bimestre de 2011. Os resultados do mês de março de 2011, assim como as próximas balanças mensais, serão publicados no site do MDIC, no começo da segunda quinzena do mês, entre os dias 15 e 20. Por meio da divulgação deste recorte estatístico da balança comercial brasileira, a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC atende a uma demanda do setor. “Com estes dados, as cooperativas brasileiras, que representam um dinâmico setor da nossa economia, poderão formular melhor as suas estratégias de inserção no mercado internacional”, destacou a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres.

Primeiro Bimestre   No primeiro bimestre de 2011 (janeiro-fevereiro), a balança comercial das cooperativas apresentou saldo positivo de US$ 586,4 milhões, resultado recorde para o bimestre e com valor superior em 28,3% ao de 2010 (US$ 457,3 milhões). A corrente de comércio (soma das exportações e importações) no período (US$ 674,9 milhões) foi também o melhor resultado da série histórica desde 2005, com expansão de 27,3% em relação aos meses de janeiro e fevereiro de 2010 (US$ 530,1 milhões).

Exportações Bimestrais
   No bimestre, as exportações das cooperativas apresentaram crescimento de 27,7% sobre o mesmo período de 2010, para um total de US$ 630,7 milhões. A participação destas vendas no total exportado pelo país no período (US$ 31,9 bilhões) foi de 2%. Considerando a série, apenas em 2009 (-25%) as exportações do setor não registraram expansão sobre o período anterior, fato que se explica pela crise financeira internacional, que resultou em retração no comércio mundial. Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas, no primeiro bimestre de 2011, tiveram destaque: café em grão (US$ 126,8 milhões, representando 20,1% do total exportado pelas cooperativas); açúcar (US$ 114,4 milhões, 18,1%), trigo (US$ 93,0 milhões, 14,8%); carne de frango congelada (US$ 64,8 milhões, 10,3%); etanol (US$ 62,8 milhões; 10,0%); farelo de soja (US$ 47,4 milhões, 7,5%); carne suína congelada (US$ 19,9 milhões, 3,2%); óleo de soja em bruto (US$ 18,9 milhões, 3,0%); carnes de outros animais, salgadas ou secas (US$ 16,0 milhões, 2,5%); preparações alimentícias de frango (US$ 9,7 milhões, 1,5%); e milho em grão (US$ 8,7 milhões, 1,4%).
   Os países que mais compraram das cooperativas brasileiras foram: Estados Unidos (US$ 94,3 milhões, representando 15,0% do total); Alemanha (US$ 66,2 milhões, 10,5%); Emirados Árabes Unidos (US$ 39,4 milhões, 6,3%), Japão (US$ 33,1 milhões, 5,3%); Argélia (US$ 27,8 milhões, 4,4%); Arábia Saudita (US$ 25,4 milhões, 4,0%); Bangladesh (US$ 23,8 milhões, 3,8%); Países Baixos (US$ 22,4 milhões, 3,6%); Bélgica (US$ 22,1 milhões, 3,5%); China (US$ 19,5 milhões, 3,1%), França (US$ 17,6 milhões, 2,8%); e Canadá (US$ 14,5 milhões, 2,3%).
   O Paraná foi o estado com maior valor de exportações de cooperativas, US$ 199,4 milhões, representando 31,6% do total das exportações deste segmento. Em seguida aparecem: São Paulo (US$ 179,8 milhões, 28,5%); Minas Gerais (US$ 125,3 milhões, 19,9%); Rio Grande do Sul (US$ 64,3 milhões, 10,2%); Santa Catarina (US$ 36,8 milhões, 5,8%); Mato Grosso (US$ 9,4 milhões, 1,5%); Tocantins (US$ 4,0 milhões, 0,63%); e Goiás (US$ 3,3 milhões, 0,52%).

Importações Bimestrais   Nas importações, houve expansão de 21,4% nas compras externas efetuadas por cooperativas, que passaram de US$ 36,4 milhões, em janeiro e fevereiro de 2010, para US$ 44,2 milhões, em janeiro e fevereiro de 2011. As aquisições do setor representaram 0,1% do total importado pelo país no período (US$ 30,3 bilhões). Os principais produtos importados pelas cooperativas, no primeiro bimestre de 2011: cloretos de potássio (com compras de US$ 7,2 milhões, representando 16,3% do total importado pelas cooperativas); ureia com teor de nitrogênio (US$ 6,4 milhões, 14,6%); máquinas para fiação de matérias têxteis (US$ 4,8 milhões, 10,9%); malte não torrado (US$ 4,1 milhões, 9,2%); farinhas e “pellets” da extração do óleo de soja (US$ 3,4 milhões; 7,6%); produtos semimanufaturados, de outras ligas de aços (US$ 2,2 milhões, 4,9%); máquinas e aparelhos para preparação de carnes (US$ 2 milhões, 4,4%); diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 1,7 milhão, 3,9%); batatas preparadas ou conservadas, congeladas (US$ 1,3 milhão, 3,1%); e arroz semibranqueado, não parboilizado, polido (US$ 1 milhão, 2,3%).
   A Alemanha foi o país que mais forneceu bens para as cooperativas brasileiras (compras de US$ 8,8 milhões, representando 19,9% do total). Na sequência, estão: Argentina (US$ 5,2 milhões, 11,8%); Paraguai (US$ 4 milhões, 9,1%), Ucrânia (US$ 3,99 milhões, 9%); Bélgica (US$ 3,7 milhões, 8,4%); Canadá (US$ 3,4 milhões, 7,7%); China (US$ 2,9 milhões, 6,6%); Estados Unidos (US$ 2,7 milhões, 6,1%); Israel (US$ 1,9 milhão, 4,3%); Países Baixos (US$ 1,6 milhão, 3,5%); Uruguai (US$ 1,3 milhão, 2,9%); Rússia (US$ 1,2 milhão, 2,8%); e Egito (US$ 1,2 milhão, 2,8%).
   O Paraná foi também o estado com maior volume de importações via cooperativas, com US$ 20,1 milhões, representando 45,4% do total das compras deste segmento. Em seguida, aparecem: Santa Catarina (US$ 7,3 milhões, 16,5%); São Paulo (US$ 5,6 milhões, 12,8%); Goiás (US$ 3,3 milhões, 7,6%); Mato Grosso (US$ 3,1 milhões, 7%); Rio Grande do Sul (US$ 2,6 milhões, 5,8%); Mato Grosso do Sul (US$ 2,1 milhões, 4,7%); Espírito Santo (US$ 53,3 mil, 0,12%); e, Minas Gerais (US$ 28,2 mil, 0,06%).
Fonte: MDIC

ARGENTINOS QUEREM COTAS PARA CARNE SUÍNA BRASILEIRA

   A Federação Agrária Argentina (FAA), uma das mais combativas associações ruralistas do país, exigiu que o governo da presidente Cristina Kirchner aplique um sistema de cotas para a entrada de carne suína brasileira. Segundo o líder da Federação, Eduardo Buzzi, caso o governo não aplique cotas os ruralistas marcharão à fronteira com o Brasil para evitar a entrada de caminhões com carne suína. "Estamos dispostos a brecar os caminhões que entrem na Argentina com leitões", disse Buzzi, famoso por sua capacidade de mobilização desde que entre 2008 e 2099 foi um dos principais protagonistas dos protestos ruralistas contra o governo Kirchner.
   Buzzi afirmou que a presidente Cristina "primeiro fala em acrescentar valor e depois abre o "porcoduto", que liquida os pequenos e os médios produtores suínos". O líder ruralista alertou: "Vamos ficar de vigias, para que não deixem que entrem porcos que afetem nossos produtores nacionais."
Preocupação:
    A Federação sustenta que está ocorrendo uma invasão de polpa suína brasileira no país e afirma que a importação nos primeiros dois meses deste ano foi de 11 mil toneladas (80% a mais do que no mesmo período do ano passado), volume substancialmente superior à marca de 4 mil toneladas do ano passado.
Outros dados, do Serviço Nacional Sanitário e de Qualidade Agroalimentar (Senasa) indicam que as importações no primeiro bimestre de 2011 chegaram a 9,5 mil toneladas, quase o dobro do mesmo período de 2010. "Estamos preocupados pois ficamos sabendo que nas últimas semanas os frigoríficos locais estão trazendo polpa de leitão do Brasil. É preciso dar uma brecada nesta manobra comercial, caso contrário será um atentado contra as possibilidades de nossos pequenos e médios produtores irem para a frente", afirmou Ciriaco Fortuna, diretor da Comissão de Produtores Suínos da FAA. Segundo a Federação, o Ministério da Agricultura da Argentina "tomará providências" sobre o caso. A FAA também indicou que a resolução do conflito passará pela Secretaria de Comércio Interior, comandada pelo controvertido Guillermo Moreno, famoso por diversas medidas protecionistas que impediram a entrada de vários produtos Made in Brazil na Argentina nos últimos dois anos.
Invasão:
   O setor suíno argentino tem uma longa história de confrontos com os produtores de porcos do lado brasileiro da fronteira. A briga começou em 1997, durante o governo do então presidente Carlos Menem, quando os produtores locais começaram a reclamar sobre supostas "invasões" de suínos brasileiros em terras argentinas. Na época, os argentinos chegaram ao ponto de acusar os brasileiros de fornecerem milho subsidiado como alimentos aos suínos. Além disso, em diversas ocasiões fizeram piquetes nas estradas próximas à fronteira para impedir a passagem dos caminhões que transportavam carne suína proveniente do Brasil. No entanto, a carne suína saiu da longa lista de produtos "sensíveis" após a virada do século, já que entre 2001 e 2003, com a crise econômica argentina, a importação despencou e os produtores locais recuperaram o mercado de suínos. Mas, o novo crescimento das importações suínas provenientes do Brasil desde o ano passado está despertando novos sentimentos protecionistas entre os produtores.

Porco pesado:11 mil toneladas foi quanto a Argentina importou de carne suína do Brasil nos primeiros dois meses deste ano. 80 % foi quanto cresceu a importação de 2010 para 2011.
Fonte: Federasul

SECEX APRESENTA PLANO NACIONAL DA CULTURA EXPORTADORA

   Na 17ª Reunião Ordinária Fórum Nacional de Secretários de Estado do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Fonseic), que aconteceu na sede da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), nesta quinta-feira (7/4), a secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres, apresentou a Plano Nacional da Cultura Exportadora.
   O principal objetivo do plano é desenvolver e difundir a cultura exportadora nos estados, com a capacitação de gestores públicos, empresários e profissionais de comércio exterior. “O envolvimento e a participação de todos os entes federativos é muito importante para aumentar a base exportadora em nosso país”, disse a secretária às autoridades presentes no fórum.
   Em uma primeira fase, haverá articulação com os estados para aperfeiçoar a divulgação dos dados estatísticos de comércio exterior e para realização dos Encontros Nacionais de Comércio Exterior (Encomex). O objetivo é ainda ampliar a participação dos estados no projeto Primeira Exportação, que visa capacitar empresas a realizar a primeira operação de exportação. Também faz parte do plano aumentar as ações de treinamento da Rede Nacional de Agentes de Comércio Exterior (Redeagentes), com cursos básicos de exportação, treinamentos para Empresas de Pequeno Porte e cursos de capacitação de formadores. A ideia é ainda facilitar parcerias com entidades federais relacionadas ao comércio exterior, como Suframa, Apex, Sebrae, Correios, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além de outras. Uma próxima reunião com os representantes estaduais foi programada para o começo do mês maio para discutir esta cooperação institucional.
Fonte: MDIC