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16 de abril de 2012

AUMENTA PARTICIPAÇÃO BRASILEIRA NAS EXPORTAÇÕES MUNDIAIS

   A participação brasileira nas exportações mundiais aumentou e passou de 1,36%, em 2010, para 1,44%, em 2011, segundo foi divulgado em relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) quinta-feira (12/4). O Brasil segue ocupando a vigésima segunda posição no ranking dos países exportadores com tendência de elevação de sua representatividade no comércio internacional, observada desde 2003. Na importação, o Brasil caiu uma posição em 2011, ocupando agora a vigésima primeira, mas aumentou sua participação, de 1,25% para 1,29%.
   O crescimento no comércio mundial de bens no ano passado foi de 5% (volume) e a previsão da OMC é de que haja um crescimento de 3,7% em 2012, o que seria um número abaixo da média de 5,4% dos últimos vinte anos. O relatório da OMC menciona os riscos do atual cenário mundial em que fragilidade e incertezas permanecem. O estudo cita a recessão profunda na Zona do Euro que agrava a crise financeira e o aumento do preço das commodities, elementos que abalam o comércio exterior com reflexos neste ano.
   Do outro lado, o relatório também analisa possíveis cenários positivos com o arrefecimento da crise europeia, a recuperação nos Estados Unidos que iria impulsionar a demanda mundial de importações, além de uma recuperação moderada no Japão.
Fonte: MDIC

10 de abril de 2012

IBGE APONTA QUEDA DE MAIS DE 40% NA PRODUÇÃO DE SOJA E MILHO NO ESTADO

   O levantamento da produção de grãos no país, divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou uma queda expressiva na produção de soja no Estado, devido aos efeitos da estiagem. A redução é de mais de 40% em relação à safra anterior. A produção de soja para este ano está estimada em 6.547 milhões de toneladas, contra 11,621 milhões da safra anterior. Em relação a fevereiro, quando a produção foi estimada em 7,664 milhões de toneladas, a queda foi de 14,57%.
   No caso do milho, a redução constatada pelo IBGE também superou os 40% e chegou a 42,25%. A safra deste ano deve atingir 3,335 milhões de toneladas, contra 5,776 milhões de toneladas do período anterior.
   Em relação à cultura do arroz, a queda de 2011 para 2012 é de 16,39%. No ano passado, a produção estava estimada em 8.942 milhões de toneladas, contra 7.476 milhões de toneladas. 
Fonte: Zero Hora

POLÍTICA CAMBIAL NÃO DEIXARÁ OCORRER VALORIZAÇÃO DO REAL, DIZ MANTEGA

   O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reiterou hoje que o governo não vai permitir a apreciação do real ante o dólar. "A política cambial não deixará ocorrer valorização (do real)", afirmou. "Se necessário, tomaremos medidas contra a valorização do câmbio", acrescentou. Mantega ressaltou que o câmbio talvez seja o "principal fator de competitividade" da indústria. "Mas tira 20, 30, 40 pontos porcentuais do câmbio que eu quero ver se a indústria asiática é competitiva", disse.

Mão de obra
   O ministro afirmou que, no atual contexto de crise global, é muito importante que ocorra a desoneração da folha de pagamentos para as indústrias brasileiras. Mantega ressaltou que, com a segunda fase do Plano Brasil Maior, o governo faz um esforço para dar mais condições ao setor manufatureiro produzir inclusive porque sofre grande concorrência internacional. O programa prevê incnetivos para as indústrias no montante total de R$ 60,4 bilhões. "É imperativo que possamos reduzir o custo da mão de obra, sem prejudicar os trabalhadores, porque os trabalhadores são o nosso mercado de consumo", afirmou.
   De acordo com Mantega, o apoio fiscal que o governo vem dando para o setor manufatureiro é importante neste momento, quando a economia está em processo de aceleração. Segundo ele, mais adiante, no segundo semestre, tal apoio talvez não precisará ser tão intenso pois o PIB deverá estar apresentando uma velocidade de expansão bem maior.
Fonte: Agência Estado

DÓLAR TENDE A MANTER DECLÍNIO

   O dólar abriu em alta de 0,05%, a R$ 1,8210, mas a tendência continua de queda. Ontem, o dólar no balcão fechou em R$ 1,820, no nível do piso informal. "Não tenho dúvida de que o mercado está chamando o Banco Central para a briga. A tendência da moeda norte-americana continua sendo de baixa no mercado doméstico. Só medidas realmente estruturais poderiam inverter esta tendência. O restante é paliativo", afirmou um operador, aguardando novas compras do BC, ante a última no mercado à vista realizada no dia 3.
   Hoje os investidores europeus retornaram do feriado ainda reagindo aos dados frustrantes do mercado de trabalho dos Estados Unidos em março, aos dados de inflação na China e, também, aos de comércio chineses (este último divulgado na madrugada). O tom de cautela prevalece com a Espanha também como fator de preocupação. O país reafirmou o comprometimento com as medidas de austeridade, mas os agentes de mercado demonstram ceticismo sobre a execução dos cortes. Na Ásia, a maioria das bolsas fechou em baixa, diante da decisão do Banco do Japão (BoJ) de manter inalteradas tanto taxa de juro quanto medidas de relaxamento.
   A China divulgou alargamento do superávit comercial maior do que o esperado em março, alimentando temores sobre o ritmo da desaceleração no país. No mês passado, a China apresentou superávit de US$ 5,35 bilhões ante déficit de US$ 31,48 bilhões em fevereiro, sendo o enfraquecimento das importações a principal razão para a mudança na trajetória. Tanto exportações quanto importações caíram para um dígito no período. A Bolsa de Milão chegou a cair mais de 2% com temor de contágio pelos problemas financeiros da Espanha. A taxa de retorno aos investidores (yield) dos bônus de 10 anos do país atingiu nova máxima ao bater 5,83%, nível mais elevado desde dezembro. Também no início da manhã, o spread dos swaps de default de crédito (CDS) de cinco anos do país subiram para 478 pontos-base, se aproximando do recorde de 487 pontos-base atingido em 23 de novembro do ano passado. Ontem, o governo da Espanha anunciou planos de corte de mais de 10 bilhões de euros nas áreas de saúde e educação, mas o mercado mostra ceticismo sobre a execução. 
Fonte: O Estado de São Paulo

JAC MOTORS E CHERY QUEREM TRAZER FORNECEDORAS CHINESAS AO BRASIL

   Com o intuito de cumprir as exigências instituídas no novo regime automotivo, publicada na última semana, a chinesa JAC Motors planeja trazer para o Brasil fornecedoras de autopeças chinesas, que já atendem a montadora. "Queremos trazer alguns fornecedores da JAC que querem trabalhar no País", disse o presidente da JAC Motors do Brasil, Sérgio Habib. A também chinesa Chery deverá trazer ao menos sete fabricantes de autopeças chinesas ao Brasil para constituírem a sua rede local de fornecimento. Segundo o CEO das operações da montadora no Brasil, Luis Curi, a intenção da Chery é alcançar o índice de 65% de nacionalização já no primeiro ano de operações, previsto para 2013. O executivo afirmou que a companhia conseguirá seguir o novo regime automotivo e assim, obter o benefício para a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). "Nós não conseguiríamos chegar em 65% no primeiro ano, mas agora nos foi dado um prazo de três anos", disse Habib. A fábrica da companhia chinesa será instalada no polo industrial de Camaçari, na Bahia, e as operações estão planejadas para terem início em 2014. A unidade da JAC Motors receberá investimento de R$ 900 milhões e a capacidade produtiva deverá chegar em aproximadamente 100 mil veículos por ano.
   Além da ideia de buscar os fornecedores na China, o executivo disse que está atento às oportunidades da cadeia de fornecimento em Camaçari. Como a Ford já está situada no local, Habib disse que as operações na JAC poderão se beneficiar dessa cadeia já consolidada em Camaçari. "Para as autopeças é melhor ter dois clientes do que um", disse. No dia 14 de maio, disse o executivo, a companhia realizará um encontro com as empresas de autopeças em Camaçari.

Bancos

   Sergio Habib que os bancos brasileiros não estão "propensos" a financiar a compra de automóveis no Brasil e o fato deverá impedir o crescimento da indústria automobilística brasileira em 2012. O executivo afirmou que a inadimplência do setor vem crescendo, o que deixou os bancos ainda mais avessos ao financiamento, principalmente os de longo prazo. "Não há mais financiamento de 60 meses", destacou. Segundo Habib, a queda nos valores das prestações é o que, de fato, proporciona um aumento do mercado. "A queda das prestações é muito mais sensível ao número de parcelas do que a queda dos juros", afirmou. Por conta disso, disse o executivo, a sua percepção é de que o setor não registre crescimento neste ano em relação ao ano passado. "A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) ainda não mudou as projeções, está muito otimista", disse. A entidade, que representa as montadoras instaladas no Brasil, projeta um crescimento das vendas entre 4% e 5%.
   No primeiro trimestre do ano, os licenciamentos de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus) somaram 818.364 unidades, uma queda de 0,8% na comparação com os veículos comercializados em igual período de 2011.
 
Fonte: O Estado de São Paulo