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20 de fevereiro de 2013

RECEITA CRIA MALHA FINA PARA EMPRESAS

   A Receita Federal criou uma malha fina eletrônica para as empresas. O novo sistema entrou em vigor este mês e vai analisar a consistência das Declarações de Débitos da Pessoa Jurídica (DCTF), entregues todos os meses, por todas as empresas, com exceção daquelas incluídas no Simples. Para aquelas de micro e pequeno porte, por enquanto, o controle será por meio da malha da Declaração de Contribuições Previdenciárias (GFIP), que está em funcionamento desde o ano passado, mas teve o sistema aperfeiçoado.
   O subsecretário de Arrecadação e Atendimento, Carlos Roberto Occaso, disse que a expectativa do Fisco é que o controle mais intensivo das declarações resulte no aumento da arrecadação espontânea das empresas. Ele informou também que a Receita continuará desenvolvendo novos mecanismos de controle e avisou que deve ser criada uma malha também para as micro e pequenas empresas, que declaram pelo Programa Gerador do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (PGDAS). A Receita estima que são cerca de 1,5 milhão de contribuintes que passarão pelo malha da DCTF e mais de 4 milhões na malha da GFIP.
Fonte: Agência Estado

BRASIL EXPORTOU US$ 4,998 BILHÕES EM FEVEREIRO

   Nos seis dias úteis de fevereiro (1° a 10), as exportações brasileiras foram de US$ 4,998 bilhões, com média diária de US$ 833 milhões. Pela média, houve redução de 12,2%, em relação ao resultado de fevereiro de 2012 (US$ 948,8 milhões). Neste comparativo, houve queda nos embarques das três categorias de produtos. Entre os manufaturados (-15,2%), diminuíram as vendas de óleos combustíveis, aviões, suco de laranja congelado, máquinas para terraplanagem, motores e geradores, e automóveis de passageiros. Nos básicos (-7,2%), a retração se explica, por conta, principalmente, de petróleo em bruto, soja em grão, fumo em folhas, café em grão e minério de ferro. Nos semimanufaturados (-12,5%), houve redução nas vendas de ferro fundido, alumínio em bruto, ferro-ligas, semimanufaturados de ferro e aço, ouro em forma semimanufaturada, e óleo de soja em bruto.
   Na comparação com o resultado diário do mês de janeiro deste ano (US$ 725,8 milhões), houve aumento de 14,8%, com crescimento nas exportações de produtos manufaturados (18,2%) e básicos (22,3%), enquanto decresceram as de semimanufaturados (-0,3%).
   As importações, em fevereiro, estão em US$ 5,739 bilhões, com média diária de US$ 956,5 milhões. O resultado está 11,3% acima da média de fevereiro do ano passado (US$ 859,1 milhões), com crescimento, principalmente, nos gastos com combustíveis e lubrificantes (65,2%), cereais e produtos de moagem (60,1%), adubos e fertilizantes (54,5%), aeronaves e partes (24,3%), químicos orgânicos e inorgânicos (20,4%), e instrumentos de ótica e precisão (10,2%).
   Sobre o resultado verificado em janeiro passado (US$ 909,2 milhões), houve acréscimo de 5,2%, com destaques nos seguintes produtos: adubos e fertilizantes (34%), cereais e produtos de moagem (16,3%), combustíveis e lubrificantes (15,2%), instrumentos de ótica/precisão (13,6%), químicos orgânicos e inorgânicos (9,6%), equipamentos mecânicos (7,5%), e veículos automóveis e partes (5,2%). A balança registra saldo negativo no mês de US$ 741 milhões (média diária negativa de US$ 123,5 milhões). A corrente de comércio, no acumulado mensal, está em US$ 10,737 bilhões, com desempenho médio diário de US$ 1,789 bilhão.

Ano

   De janeiro à segunda semana de fevereiro deste ano (28 dias úteis), as vendas ao exterior somaram US$ 20,966 bilhões (média diária de US$ 748,8 milhões). Na comparação com a média diária do mesmo período de 2012 (US$ 794,4 milhões), as exportações retrocederam em 5,7%. As importações foram de US$ 25,742 bilhões, com média diária de US$ 919,4 milhões. O valor está 15,9% acima da média registrada no período correspondente de 2012 (US$ 792,9 milhões). No acumulado do ano, o saldo da balança comercial está negativo em US$ 4,776 bilhões, com resultado médio diário negativo de US$ 170,6 milhões. A corrente de comércio somou US$ 46,708 bilhões, com média de US$ 1,668 bilhão. O valor é 5,1% maior que a média aferida no período equivalente do ano passado (US$ 1,587 bilhão).
Fonte:MDIC

8 de janeiro de 2013

CONFIANÇA DO COMÉRCIO ENCERRA 4º TRIMESTRE COM ALTA DE 1,5%

   Motivado pela percepção de recuperação da economia, o comércio encerrou o ano passado em ritmo aquecido. O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,5% no último trimestre do ano, quando comparado com igual período do ano passado. De acordo com a Fundação Getulio Vargas, o valor supera o trimestre encerrado em novembro, no qual o indicador havia registrado alta de 1,4% na mesma base de comparação.
   No varejo restrito (exclui veículos e materiais de construção), o Icom registrou queda de 0,9% no trimestre findo em dezembro, sobre o mesmo período do ano passado, após ter subido 0,4% nos três meses terminados em novembro. De acordo com a FGV, no entanto, o desempenho negativo foi compensado pelos setores automobilísticos e de atacado, levando o varejo ampliado a registrar estabilidade no quarto trimestre. Pelo sétimo mês consecutivo, o Icom de veículos, motos e peças subiu de 4,3% para 8,2% no trimestre encerrado em dezembro. No segmento de material para construção, a confiança passou de -3,6% para -4,0%.
   Em dezembro, 7 dos 17 setores pesquisados, segundo a FGV, registraram avanços. O aumento da confiança ocorreu principalmente pela melhora na percepção das condições atuais da economia. O Índice da Situação Atual do trimestre encerrado em dezembro subiu 2,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em dezembro, 27% das empresas consultadas avaliaram o nível de demanda como forte e 14,5% como fraca. Em 2011, essas fatias haviam sido de 26,7% e 16,9%, respectivamente.
   A expectativa em relação aos meses seguintes também melhorou, segundo a FGV. Em relação ao mesmo período de 2011, o Índice de Expectativas do trimestre encerrado em dezembro passou de 0,6% para 0,8%. A tendência para o semestre seguinte foi a que mais melhorou, avançando de 0,7% para 1,1%.
Fonte: Valor Econômico

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS FORAM DE US$ 2,250 BILHÕES NA PRIMEIRA SEMANA DO ANO

Exportações
Na primeira semana do ano (1° a 6 de janeiro), com três dias úteis, as exportações brasileiras atingiram US$ 2,250 bilhões, com média diária de US$ 750 milhões. O valor é 2,2% superior à média de US$ 733,7 milhões registrada em janeiro de 2012. Houve aumento nas vendas externas de bens semimanufaturados (23,1%) por conta do crescimento das exportações de óleo de milho em bruto, celulose, semimanufaturados de ferro ou aço, borracha sintética e artificial e ouro em formas semimanufaturadas.
Em relação às exportações de manufaturados, houve redução (-2,4%), em razão, principalmente, da queda nas vendas de óleos combustíveis, autopeças, partes de motores para veículos e bombas e compressores. Na categoria dos básicos, também houve retração (-0,7%) em virtude dos recuos em minério de cobre, café em grão, fumo em folhas e carnes salgadas.
Em relação à média de dezembro de 2012 (US$ 987,5 milhões), as exportações tiveram redução de 24%, devido à diminuição nas vendas de produtos básicos (-32,4%) e da queda nas exportações de produtos manufaturados (-25,1%). Já em relação aos semimanufaturados, houve aumento de 2,3% nas exportações.

Importações
As importações, na primeira semana de janeiro de 2013, somaram US$ 2,350 bilhões, com média diária de US$ 783,3 milhões. O resultado foi 1,2% menor que a média de janeiro de 2012 (US$ 793,1 milhões). No comparativo com janeiro do ano passado, diminuíram os  gastos, principalmente, com produtos siderúrgicos (-23,3%), combustíveis e lubrificantes (-11,2%), adubos e fertilizantes (-10,9%), equipamentos elétricos e eletrônicos (-10,2%) e equipamentos mecânicos (-3,3%).
Na comparação com o resultado médio alcançado em dezembro de 2012 (US$ 875 milhões), foi registrada uma retração de 10,5% nas importações. Em relação a dezembro de 2012, houve queda, principalmente, nas importações de adubos e fertilizantes (-50,2%), combustíveis e lubrificantes (-26,8%), instrumentos de ótica e precisão(-14,2%), farmacêuticos (-11,7%) e equipamentos mecânicos (-10,5%).
Assim, o saldo comercial de janeiro teve déficit de US$ 100 milhões, com média diária negativa de US$ 33,3 milhões. A corrente de comércio (soma das exportações e importações) do período totalizou US$ 4,6 bilhões, com média diária de US$ 1,533 bilhão. Pela média, o resultado representou aumento de 0,4% na comparação com janeiro do ano passado (US$ 1,526 bilhão) e diminuição de 17,7% na relação com dezembro de 2012 (US$1,862 bilhão).
Fonte: MDIC

17 de dezembro de 2012

EXPORTAÇÕES GAÚCHAS RECUAM 12,9% EM NOVEMBRO

  Nos primeiros onze meses do ano, as exportações do Rio Grande do Sul acumularam US$ 16,3 bilhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve um decréscimo de US$ 1,8 bilhão. A variação do volume físico das exportações do Estado foi negativa (-10,2%) e bem abaixo da observada em nível nacional (1,3%).
   Os preços, no Rio Grande do Sul, apresentaram uma variação maior (0,4%) que a nacional (-6,0%). Como consequência desses resultados, o valor exportado pelo Estado registrou uma evolução também bem inferior (-9,8%) à observada no País (-4,7%). Esse desempenho colocou o RS em quinto lugar entre os maiores estados exportadores — abaixo de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná —, representando 7,31% das exportações nacionais.
   As exportações da indústria de transformação registraram queda de US$ 977,0 milhões no acumulado do ano (reduções de 6,8% em valor, 6,6% em volume e 0,3% em preços), enquanto as exportações agropecuárias se reduziram em US$ 866,2 milhões (-24,7% em valor, -26,8% em volume e um acréscimo de 2,8% nos preços) — Tabela 7. Dentre os principais produtos exportados pela agropecuária, destaca-se a redução de US$ 871,6 milhões nas vendas de grãos de soja (-30,6% em valor, -36,3% em volume e crescimento de 9,0% em preços).
Fonte: Zero Hora