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27 de março de 2013

PETROBRAS QUER VENDER BLOCOS NA NIGÉRIA POR US$5 BI, DIZEM FONTES

   A Petrobras lançou um leilão de seus campos de petróleo na Nigéria, em uma venda que pode alcançar 5 bilhões de dólares, em meio aos planos da companhia para levantar recursos para seu plano de investimento, disseram fontes próximas do assunto.
   A companhia contratou a Standard Chartered para promover o processo, que deve começar nos próximos dois meses, segundo as fontes. Companhias petrolíferas da Ásia devem participar do leilão. Representantes da Petrobras e da Standard Chartered não comentaram o assunto.
   A Petrobras iniciou operações na Nigéria em 1998, em águas profundas do Delta do Níger. Os parceiros da Petrobras nos dois projetos nigerianos são Total e Chevron.
Fonte: Estadão

14 de março de 2013

CUSTO PRESSIONOU INDÚSTRIA EM 2012 E REDUZIU MARGEM DE LUCRO


   A margem de lucro da indústria foi reduzida em 2012, segundo informou a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a instituição, isso ocorreu porque o crescimento dos custos industriais, que foi de 6,3%, foi maior que o crescimento dos preços praticados pelas empresas, que aumentou 4,9% no ano passado.No último trimestre de 2012, entretanto, houve uma interrupção na tendência de queda da margem de lucro, segundo avaliação da CNI. Isso porque, pela primeira vez nos últimos seis trimestres, os preços (6,8%) cresceram mais que os custos (6,1%), na comparação com o mesmo período de 2011. A CNI divulgou nesta quinta-feira, 14, o indicador dos custos industriais de 2012. O aumento de 6,3%, segundo a instituição, se deve principalmente ao crescimento do custo de produção, que subiu 8,3% se comparado a 2011. Esse é o maior crescimento anual desde 2008, quando a taxa de crescimento foi de 8,6%. A elevação, em 2012, foi puxada principalmente pelo aumento do custo com pessoal, que foi de 10,8%.
   O custo tributário, que também é considerado na pesquisa, cresceu 5,6% no ano passado em relação a 2011. Mas quando a comparação é do último trimestre de 2012 com o terceiro trimestre do mesmo ano, a pesquisa aponta redução de 0,8%. Para a CNI, essa queda é resultado das medidas tomadas pelo governo para reduzir a carga tributária da indústria, como a desoneração da folha de pagamentos e a redução do IPI.
   O indicador leva em conta, ainda, o custo do capital de giro, que caiu 24,8% em 2012, quando comparado ao ano anterior. Foi a redução nas taxas de juros, segundo a CNI, que evitou "novamente" que os custos industriais crescessem com maior intensidade. "Os resultados referentes ao quarto trimestre de 2012 sugerem que o crescimento dos custos industriais está perdendo força", destaca o documento. Na comparação com o mesmo período de 2011, a taxa de crescimento caiu de 8,0% no terceiro trimestre para 6,1% no quarto. A CNI aponta que o resultado está ligado à perda de ritmo de crescimento do custo com pessoal e com insumos importados, além da queda nos custos tributário e de capital de giro.

Câmbio.

   A CNI avalia que a desvalorização do real permitiu que indústria brasileira registrasse "um ganho significativo de competitividade" no ano passado. Mas, no último trimestre de 2012, os números "dão sinais de desaquecimento do processo de ganho de competitividade". Segundo a instituição, isso se deve, "em boa parte, à interrupção do movimento de desvalorização do real ocorrida no fim de 2012".
   O comportamento recente da taxa de câmbio sugere, de acordo com a CNI, sua perda de importância no processo de recuperação da competitividade da indústria. "A manutenção desse processo em 2013 demanda a intensificação de ações que promovam a redução do Custo Brasil: tanto os custos de produção da indústria, como os custos sistêmicos da economia brasileira", conclui o documento.
Fonte: MDIC

EMPRESÁRIAS TURCAS E BRASILEIRAS AVALIAM POTENCIAL DO COMÉRCIO BILATERAL

   Empresárias turcas e brasileiras estiveram reunidas hoje, no Dia Internacional da Mulher, para compartilhar experiências sobre comércio exterior e empreendedorismo feminino, em encontro promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), o Ministério das Relações Exteriores (MRE), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação de Empresários e Industriais da Turquia (Tuskon).
   No evento, a coordenadora-geral de Desenvolvimento de Programas de Apoio às Exportações do MDIC, Cândida Maria Cervieri, destacou o potencial de crescimento nas relações comerciais bilaterais. “Os dois países têm muito a alcançar nos dois mercados e há um potencial de crescimento do intercâmbio comercial tanto em percentual, quanto em volume”, avaliou. Cândida listou setores em que este potencial é maior. Para as exportações brasileiras, existem boas oportunidades para produtos de celulose, siderurgia, plásticos, máquinas e carnes. Já a Turquia poderia explorar melhor as chances de vender mais ao Brasil autopeças, produtos siderúrgicos, máquinas, e fios e fibras têxteis e sintéticos.
   A empresária Yüksel Işik Nalbant, que chefiou a primeira delegação composta exclusivamente por empresárias turcas da Tuskon, disse que vê o Brasil como “a principal porta de entrada para a Turquia na América Latina”. Ela falou sobre a escolha do destino da visita. “Havia algumas opções para essa viagem e o Brasil era o mais distante. Mas isso não nos intimidou”, disse. Yüksel declarou que tem uma grande admiração pela presidenta Dilma Rousseff e fez questão de solicitar às autoridades brasileiras que a informassem que a delegação de empresárias turcas havia vindo ao Brasil.
   O encontro empresarial partiu de uma iniciativa da secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Lacerda Prazeres, que chefiou uma missão empresarial à Turquia, em outubro do ano passado, e que convidou as empresárias turcas para se reunirem com as brasileiras. A missão comercial à Turquia resultou em exportações brasileiras no valor de US$ 16,950 milhões, com rodadas de negócios realizadas em Istambul.

Empreendedorismo Feminino   As empresárias turcas e brasileiras também trocaram informações e experiências sobre o papel da mulher no mundo dos negócios e nas relações comerciais internacionais. Ambos os lados entendem que os dois países evoluíram muito em relação ao tema recentemente, mas que ainda há desafios a serem superados.
   A diretora de Planejamento e Gestão da Apex-Brasil, Regina Silvério, apresentou um levantamento que mostra que, no universo das 12 mil empresas exportadoras atendidas pela entidade, apenas 22% delas contam com mulheres em cargos de liderança. “Esse número mostra que ainda há muito espaço para ser conquistado pelas mulheres”, analisou. No encontro, realizado no edifício sede da CNI, houve um almoço cultural, seguido de desfile de roupas e joias brasileiras, promovido pela Capital Fashion Week.

Intercâmbio Comercial
   Em janeiro de 2013, as vendas brasileiras à Turquia tiveram crescimento de 83,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, somando US$ 82,77 milhões. Os principais produtos comercializados, no período, foram: minérios de ferro (US$ 28,887, representando 34,9% do total vendido); bovinos vivos (US$ 12,167 milhões, 14,7%); café cru em grão (US$ 6,104 milhões, 7,4%); fumo em folhas (US$ 4,305 milhões, 5,2%); e algodão em bruto (US$ 4,164 milhões, 5%).
   Já em relação às importações brasileiras do mercado turco, em janeiro deste ano, cresceram 18,6% na comparação com o mesmo período de 2012. As mercadorias mais adquiridas foram: fios de fibras têxteis, sintéticas ou artificiais (US$ 17,662 milhões, correspondente a 25,9% do total); partes e peças para veículos automóveis e tratores (US$ 9,597 milhões, 14,1%); cimentos hidráulicos (US$ 2,464 milhões, 3,6%), construções e partes de ferro, ferro fundido ou aço (US$ 3,450 milhões, 6%); e fio-máquinas e barras de ferro ou aço (US$ 1,704 milhão, 2,5%).
Fonte: MDIC

20 de fevereiro de 2013

BRASIL VAI ASSINAR ACORDO DE IMPORTAÇÃO DE TRIGO E FARELO DE SOJA COM RÚSSIA

   O Brasil vai assinar nesta quarta-feira, em cerimônia no Itamaraty, acordo com a Rússia para a importação de trigo e farelo de soja para ração do país europeu. O acordo está sendo aguardado pelo Brasil há vários anos.
   O Comitê Agrário Brasil-Rússia discutiu nesta terça, no último dia de reunião no Ministério da Agricultura, detalhes sobre a comercialização de grãos por ambos os países e a formalização este ano de acordo bilateral sobre pesquisas científicas, tecnológicas e educativas. O Brasil faz importações de trigo da Rússia, mas há pendências que serão fechadas no documento que será assinado amanhã.
   A comitiva russa ouviu a exposição sobre a experiência da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) na área da cooperação técnica internacional, a exemplo do Laboratório Virtual da Embrapa no Exterior (Labex), que permite a pesquisa científica com cientistas de outros países, ao qual a Rússia poderá aderir. A exposição foi feita pelo coordenador de intercâmbio do Conhecimento da Embrapa, Luciano Nass, que destacou 'a rigidez" com que o Brasil trata a produção de produtos agropecuários, como vacinas, medicamentos e o controle de parasitas.
   O Brasil procurou mostrar durante o encontro de dois dias do comitê que muitas restrições feitas pela Rússia a produtos brasileiros precisam ser melhor avaliadas, pois a área de Defesa Agropecuária do país trabalha de forma incessante para manter seus produtos com todo rigor fitossanitário, dentro dos padrões internacionais e baseados no clima tropical.
Fonte: Agência Estado

MONTADORA CHINESA GEELY NEGOCIA FÁBRICA NO BRASIL

   Mais uma marca chinesa de carros, a Geely, chega ao Brasil em agosto. Inicialmente, dois automóveis, um sedã e um compacto, serão importados do Uruguai, onde a montadora vai inaugurar fábrica em junho. O grupo, contudo, tem planos de produção local e já visitou São Paulo, Santa Catarina e Bahia. A importação será feita pelo grupo Gandini, do empresário José Luiz Gandini, também representante da coreana Kia Motors.
   O acordo de representação da Geely foi assinado em julho de 2011, mas ficou congelado em razão do anúncio, dois meses depois, da alta de 30 pontos porcentuais do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros fabricados fora do Mercosul e do México. - Com a fábrica no Uruguai, a importação se tornou economicamente viável — afirma Gandini. Além de não recolher os 30 pontos extras de IPI, produtos do Mercosul são isentos de Imposto de Importação. Embora não revele valores, uma fábrica com capacidade para cerca de 100 mil veículos ao ano exige investimentos de US$ 400 milhões a US$ 500 milhões, segundo analistas do setor.  -Nosso grupo se manterá apenas na distribuição e não teremos participação numa futura fábrica, que ficará a cargo da Geely - diz Gandini.
   O grupo é o maior produtor independente de carros da China. A maioria das empresas tem o governo como sócio. A importadora Geely Motors do Brasil será presidida por Ivan Fonseca e Silva, ex-presidente da Ford do Brasil e das importadoras Aston Martin e Jaguar. Segundo Fonseca, o primeiro modelo a chegar, em agosto, é o sedã médio EC7, do segmento em que atuam Toyota Corolla e Honda Civic. O preço ficará na faixa de R$ 55 mil. O segundo, previsto para novembro, é o compacto LC, que disputará vendas com modelos como Volkswagen Gol e Fiat Palio, com preço na casa dos R$ 35 mil.
Fonte: Zero Hora