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6 de junho de 2014

ANFAVEA: Produção de veículos cai 18% em maio, com relação a 2013

Comparando com abril passado, que teve produção de 277.091 unidades, houve alta de 1,9%. De janeiro a maio, a indústria alcançou 1,35 milhão de veículos, o que representa queda de 13,3% em relação aos cinco primeiros meses de 2013, que registraram 1,56 milhão de unidades.

Licenciamentos
O número de veículos licenciados em maio de 2014 teve queda de 7,2% na comparação om o mesmo período de 2013. Foram emplacados 293.362 veículos, entre nacionais e importados, no mês passado, contra 316.233 em maio de 2013.

Houve estabilidade frente aos números de abril deste ano, mês em que foram emplacados 293.240 automóveis, entre veículos leves e comerciais.

De janeiro a maio, o licenciamento de veículos apresentou queda de 5,5% em relação aos cinco primeiros meses de 2013. Até o final de abril, foram licenciados 1,40 milhão de veículos, contra 1,48 milhão no mesmo período do ano passado.

Caminhões e ônibus
Licenciamentos de ônibus apresentaram retração de 15,5% em maio, com 2.244 unidades, contra 2.655 no ano passado. 

Entre os caminhões houve alta de 0,6%. Em maio deste ano, foram emplacados 12.710 caminhões, contra 12.635 unidades em 2013. Comparando os número com abril deste ano, a alta foi de 16,8%. Em abril, foram emplacados 10.886 caminhões.

Exportações
As exportações também sofreram retração em maio, na comparação com 2013. Foram 35.162 unidades exportadas, contra 48.620 veículos no mesmo mês do ano passado, uma queda de 27,7%. Em relação a abril, também houve queda (0,6%), com 35.367 unidades enviadas para fora.

“Com a suspensão das restrições governamentais no primeiro trimestre, nós tivemos uma exportação mais normal. Mas, de qualquer forma, é um processo que ainda não se encerrou”, afirmou Luiz Moan, presidente da Anfavea.

O país sente a queda da exportação de veículos para a Argentina, que decidiu reduzir as compras para incentivar a produção nacional. As negociações com o país responderam por metade do crescimento de produção brasileira de veículos em 2013. O país vizinho recebe três quartos dos veículos exportados pelo Brasil e, neste ano, colocou novas restrições à importação.

Os governos dos dois países montaram grupos de trabalho para desenvolver uma solução que reestabeleça o comércio.

Questionado sobre o acordo entre o Brasil e a Argentina, Luiz Moan disse que a Anfavea está participando ativamente das reuniões. “A expectativa é de que as negociações acabem na próxima semana. A Anfavea espera que não haja interrupção no fluxo do comércio e que a integração produtiva seja estimulada”, afirmou.

Emprego
O setor automotivo encerrou o mês de maio com 152.293 empregados, queda de 1,2% em relação a abril. Na comparação com maio de 2013, a queda foi de 2,8%, com 156.667 empregados. 


“Boa parte da redução dos postos é fruto do Plano de Demissão Voluntária (PDV), mas também de um ajuste negociado com o sindicato no encerramento específico de linhas de produção. As associações continuam adotando todas as medidas necessárias para a manutenção de postos de emprego e vamos continuar dessa forma”, disse Luiz Moan.

Fonte: Federasul

30 de maio de 2014

Fertilizantes chineses chegam mais baratos e produção cai


O representante de uma empresa que não quis se identificar disse ao DCI que os insumos da China chegam com muita facilidade aos agricultores. "Já fizemos compras de fertilizantes chineses que custavam US$ 1,10 por quilo, enquanto o brasileiro era US$ 1,48 por quilo", exemplifica.

Dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) mostram que, entre os meses de janeiro e abril de 2013, foram produzidos 2,98 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários. Neste ano, a produção atingiu 2,68 milhões de toneladas no mesmo período, queda de 10%. Segundo a entidade, 2013 foi o ano com o menor nível produtivo desde 2009.

Em contrapartida, as importações avançaram 27% no comparativo anual (do acumulado entre os meses de janeiro e abril) ao passarem de 5,47 milhões de toneladas, em 2013, para 6,95 milhões de toneladas neste ano.

"A nutrição vegetal é extremamente importante no aumento de produtividade agrícola. Está atrelada à expansão do consumo de alimentos que dá condições para que a demanda por fertilizantes se mantenha aquecida", diz o diretor da pasta de fertilizantes organominerais da Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal (Abisolo), Gustavo Branco.

O diretor afirma que o interesse dos produtores pela agricultura de precisão colabora para o fomento dos insumos. Porém, além dos preços baixos no mercado externo, a "desestabilidade econômica colabora para a retração nos níveis produtivos do Brasil".

Cerca de 63% das indústrias de fertilizantes encontram-se entre São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Só a região paulista concentra 40% deste montante.

China

O analista de mercado da FCStone, João Marcelo Santucci, explica que a o gigante asiático tem janelas de redução de impostos para o comércio exterior, fator que reduz os preços e estimula a competitividade dos produtos.

"Nos fertilizantes fosfatados [à base de fósforo] este período já foi aberto e vai até o dia 15 de outubro. Para os nitrogenados, a janela abre em 1º de julho e permanece até 31 de outubro. Sendo assim, os produtores conseguem adiantar as compras para a safra 2014/2015 e ainda têm uma folga para compras mesmo com a demanda aquecida", diz.

O analista lembra que os problemas climáticos que afetaram diversas culturas no início do ano só influenciaram na redução de investimentos para a safra de inverno e não se estenderam para as aquisições da próxima safra.

Investimento

A presidente Dilma Rousseff lançou no início do mês, em Uberaba (MG), a pedra fundamental da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados V (UFN V) da Petrobras. A obra fará parte da futura Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados José Alencar (Fafen-JA), que tem previsão para funcionamento até 2017. O investimento total é de R$ 1,95 bilhão e terá capacidade para produzir 519 mil toneladas de amônia por ano. Para o superintendente da Cooperativa dos Empresários Rurais do Triângulo Mineiro (Certrim), Osvaldo Guimarães Neto, a expectativa é que os custos dos insumos caiam entre 5% e 10%, com potencial até 20% de redução. 

Fonte: Federasul

28 de maio de 2014

Brasil seguirá com o maior juro real do mundo, mesmo com Selic estável em 11%

País tem juro real de 4,25%; em segundo lugar está a China, com 3,41/5, seguida por Índia, com 2,66%, e Rússia, com 1,7%
 
 
Mesmo com a esperada manutenção da taxa Selic em 11% ao ano, em decisão a ser anunciada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira, 28, após o fechamento dos mercados financeiros, o Brasil continuará ocupando o primeiro lugar no ranking mundial de juros reais. Conforme levantamento feito pela MoneYou e UpTrend Advisors, o País é o melhor pagador de juros reais do mundo, com taxa de 4,25% ao ano, considerando-se as taxas de juros nominais determinadas pelos bancos centrais em 40 países e as projeções médias de inflação futura (ex-ante) das respectivas autoridades monetárias.
 
Considerando-se esse mesmo critério, as demais colocações do ranking global de pagadores de juros reais são ocupadas pelos outros países emergentes que formam o acrônimo BRIC. Em segundo lugar, aparece a China (3,41%), seguida por Índia (2,66%) e Rússia (1,70%).
 
O estudo mostra ainda que com a estabilidade da Selic em 11% neste mês, os juros reais brasileiros avançariam 0,01 ponto porcentual, em um cenário onde a maioria dos países apresentou queda nas projeções de inflação para 2014. Também segundo o levantamento, somente um improvável corte de 1 ponto porcentual na Selic, hoje, tiraria o Brasil da primeira colocação do ranking mundial de maior pagador de juros reais.
 
Ainda segundo o estudo, a posição do País supera, inclusive, os maiores pagadores nominais da atualidade: Venezuela e Argentina, onde as taxas de juros estão em 16,38% e 14,90%, respectivamente. Porém, nesses termos nominais, o Brasil continuou na terceira colocação do ranking global, atrás apenas desses dois vizinhos sul-americanos.

Fonte: O Estado de São Paulo

27 de maio de 2014

EXPORTAÇÕES CAEM 6,6% E BRASIL TEM PIOR DESEMPENHO ENTRE G7 E BRICS

Apesar dos esforços do governo em tentar incentivar as exportações, o comércio exterior brasileiro recuou. Levantamento da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que compara o comércio exterior das sete maiores economias desenvolvidas do mundo (G7) e dos cinco maiores emergentes (Brics) mostra que o Brasil foi o país onde as exportações mais caíram entre o primeiro trimestre de 2013 e igual período de 2014. Em um ano, os embarques de produtos brasileiros recuaram 6,6%.

As exportações brasileiras alcançaram US$ 82,7 bilhões nos três primeiros meses de 2014, segundo o estudo que compara valores correntes e tem ajuste sazonal. A contração registrada no Brasil foi a mais acentuada entre todos os 12 países incluídos no estudo: Alemanha, Canadá, França, Estados Unidos, Itália, Japão e Reino Unido (que formam o G7) e Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (Brics). O segundo país com maior queda foi a África do Sul, onde os embarques caíram 5,6%.
O estudo da entidade mostra que todos os Brics amargaram contração das exportações. Além da queda citada entre brasileiros e sul-africanos, os embarques recuaram 4,9% na Índia, 3,4% na China e 1,7% na Rússia no decorrer de um ano.
No G7, ao contrário, o comércio exterior reagiu e o aumento das exportações prevaleceu. Liderado pelo aumento de 6,4% dos embarques na Alemanha, o grupo viu avanço: alta de 5% na Itália, 2,3% nos EUA, 2,2% na França e 1,6% no Reino Unido. Entre os ricos, só Canadá e Japão tiveram queda das exportações de 3,1% e 3,5%, respectivamente.
A queda das exportações brasileiras reforça a análise dos economistas de que só o câmbio não é suficiente para reativar as exportações. Ao longo dos últimos trimestres, um dos temas mais recorrentes no discurso da equipe econômica foram as exportações. Membros do governo defenderam fortemente que o real desvalorizado aumentaria a competitividade e ajudaria produtos brasileiros no exterior.
Desde o início de 2013, a tendência defendida pelo governo se concretizou e o dólar nunca mais voltou a custar menos de R$ 2,00. Segundo dados do Banco Central, o dólar médio do primeiro trimestre de 2013 ficou em R$ 1,9957. Desde então, as cotações sempre permaneceram acima de R$ 2,00. Nos três primeiros meses de 2014 - em pleno auge da tensão causada pelo processo de normalização gradual da política monetária dos EUA, a cotação média alcançou R$ 2,3640. O valor representa alta de 18,5% ou 36 centavos. Mesmo assim, as exportações não reagiram positivamente.
Trimestre
O estudo mostra ainda outro dado que pode ser preocupante para o Brasil. Na comparação dos últimos três meses de 2013 com o primeiro trimestre deste ano, a China registrou o pior desempenho entre o G7 e Brics: queda de 7,3% nas exportações. O país asiático é um grande destino dos produtos brasileiros e a desaceleração da economia chinesa pode prejudicar a atividade econômica doméstica.
Na comparação trimestral, exportações dos demais emergentes também caíram e tiveram contração de 2,9% no Brasil, 4,3% na África do Sul, 3% na Índia e 2,8% na Rússia. A desaceleração também atingiu os países ricos. Nessa mesma base de comparação, as exportações caíram 4,3% no Reino Unido, -3,5% no Japão (outro país que tem tentado alavancar exportações com câmbio), -2,9% no Canadá, -1,3% nos Estados Unidos e cederam 0,1% na França. Os embarques aumentaram apenas na Alemanha (+2,1%) e Itália (+1,5%).
Fonte: O Estado de São Paulo

26 de maio de 2014

Brasil exportou US$ 4,349 bilhões na quarta semana de maio

A quarta semana de maio, com cinco dias úteis (19 a 25), registrou exportações de US$ 4,349 bilhões, com média diária de US$ 869,8 milhões, que é 16% inferior à média de US$ 1,035 bilhão, verificada até a terceira semana do mês. Houve diminuição nas exportações das três categorias de produtos. Entre os básicos (-17,2%), a queda se explica, principalmente, nos produtos soja em grão, minério de ferro, petróleo em bruto e carne de frango, bovina e suína. Para os produtos semimanufaturados (-16,4%), a redução foi em razão de couros e peles, açúcar em bruto, semimanufaturados de ferro e aço, ouro em forma semimanufaturada, e óleo de soja em bruto. Nos manufaturados (-16,2%), houve recuo, especialmente, de autopeças, máquinas e aparelhos para terraplanagem, motores e geradores elétricos, polímeros plásticos e bombas e compressores.
 
Na semana, as importações foram de US$ 5,483 bilhões, com resultado médio diário de US$ 1,096 bilhão. Na comparação com a média contabilizada até a terceira semana do mês (US$ US$ 962,7 milhões), houve aumento de 14%, explicada, principalmente, pelo crescimento das aquisições de combustíveis e lubrificantes, veículos automóveis e partes, farmacêuticos, borracha e obras, e cereais e produtos de moagem.
 
Com essas transações, houve déficit na balança comercial da semana de US$ 1,134 bilhão (média diária negativa de US$ 226,8 milhões). No período, a corrente de comércio somou US$ 9,832 bilhões, com desempenho diário de US$ 1,966 bilhão.
 
Mês
 
Nos 16 dias úteis de maio, as exportações foram de US$ 15,728 bilhões, com média diária de US$ 983 milhões, resultado 5,4% menor que o obtido em do ano maio passado (US$ 1,039 bilhão). Houve queda nas vendas de produtos semimanufaturados (-18%), motivada pela diminuição em açúcar em bruto, óleo de soja em bruto, alumínio em bruto, ouro em forma semimanufaturada, semimanufaturados de ferro e aço e ferro-ligas. Nos produtos manufaturados (-12,5%), a redução foi decorrente, principalmente, de automóveis de passageiros, açúcar refinado, veículos de carga, aviões, autopeças, motores para veículos e partes, e óleos combustíveis. Por outro lado, cresceram as vendas de básicos (1,2%), com destaque para minério de cobre, petróleo em bruto, café em grão e farelo de soja.
 
Em relação a abril de 2014, a queda foi 0,3%, com declínio nas vendas de produtos semimanufaturados (-10,1%) e manufaturados (-4,7%), enquanto que aumentaram os embarques de produtos básicos (4,5%).
 
As importações em maio chegam a US$ 16,073 bilhões e registram média diária de US$ 1,004 bilhão. Houve alta de 0,2% em relação à média do mesmo mês do ano passado (US$ 1,002 bilhão), com elevação nos gastos com adubos e fertilizantes (43,7%), farmacêuticos (16,4%), siderúrgicos (11,9%), plásticos e obras (7%), instrumentos de ótica e precisão (5,8%) e químicos orgânicos e inorgânicos (3,7%).
 
Na comparação com a média de abril passado (US$ 960,9 milhões), houve incremento de 4,5% nas importações devido a maiores aquisições adubos e fertilizantes (81,7%), farmacêuticos (11,4%), químicos orgânicos e inorgânicos (10%), e combustíveis e lubrificantes (9,3%).
O saldo em maio está negativo em US$ 345 milhões (média diária negativa de US$ 21,6 milhões). A corrente de comércio mensal alcança US$ 31,801 bilhões (resultado diário de US$ 1,987 bilhão). Pela média, houve baixa de 2,7% no comparativo com maio do ano passado (US$ 2,042 bilhões) e alta de 2,1% na relação com abril último (US$ 1,947 bilhão).
 
Ano
 
De janeiro até a terceira semana de maio, a corrente de comércio totaliza US$ 175,991 bilhões (média diária de US$ 1,814 bilhão), com redução de 2% sobre a média do período equivalente do ano passado (US$ 1,852 bilhão). Nos 97 dias úteis de 2014, a balança comercial registra déficit de US$ 5,911 bilhões (média diária negativa de US$ 60,9 milhões). Em período correspondente do ano passado, havia déficit de US$ 4,628 bilhões, com resultado médio diário de US$ 46,7 milhões.
 
No acumulado do ano, as exportações alcançam US$ 85,040 bilhões (média diária de US$ 876,7 milhões), resultado 2,9% abaixo do verificado no período equivalente de 2013, que teve média diária de US$ 902,7 milhões. O resultado diário do acumulado anual das importações está 1,2% menor em relação ao ano passado (média diária de US$ 949,5 milhões). No ano, as compras brasileiras no mercado externo chegam a US$ 90,951 bilhões (média diária de US$ 937,6 milhões).
 
Fonte: MDIC