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21 de julho de 2014

Norte e Centro-Oeste tiveram aumento de exportações no semestre

Duas regiões brasileiras apresentaram crescimento nas exportações no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2013. Na Região Norte, houve aumento de 4,79% no comparativo das vendas ao mercado externo no ano passado (US$ 8,746 bilhão) com as deste ano (US$ 9,165 bilhões). As exportações nortistas representaram 8,29% do total semestral. Em relação às importações, as compras regionais somaram US$ 7,744 bilhões, o que levou a um superávit no mês de US$ 1,420 bilhão. O Pará foi o maior exportador regional (US$ 7,424 bilhões) e o Amazonas registrou o maior valor nas importações da região (US$ 6,671 bilhões).
As vendas regionais do Centro-Oeste cresceram (3,02%), passando de US$ 14,902 bilhões para US$ 15,353 bilhões, representando uma participação de 13,89% sobre o total exportado pelo país no semestre (US$ 110,530 bilhões). O Centro-Oeste foi responsável pelo maior superávit semestral entre as regiões brasileiras, com saldo de US$ 8,930 bilhões, e com compras externas de US$ 6,423 bilhões. O estado que mais exportou na região foi Mato Grosso, com vendas mensais de US$ 8,667 bilhões, e Mato Grosso do Sul foi o que mais importou no período (US$ 2,706 bilhões).
Os embarques da Região Nordeste, nos primeiros seis meses de 2014 (US$ 1,774 bilhão), corresponderam a 6,79% do total exportado pelo país e tiveram redução de 2,53% na comparação com o mesmo período de 2013 (US$ 7,701 bilhões). O Nordeste importou US$ 13,759 bilhões do mercado externo e o saldo ficou negativo em US$ 6,253 milhões. A Bahia foi o estado nordestino que mais exportou no período (US$ 4,428 bilhões) e também foi o maior importador regional (US$ 4,242 bilhões).
Em valores absolutos, a Região Sudeste foi a que mais vendeu ao setor externo (US$ 54,853 bilhões), com retração (-4,37%) sobre as exportações do primeiro semestre de 2013 (US$ 57,357 bilhões). A participação da região sobre o total embarcado pelo país foi de 49,63%. A importação foi também a maior entre as regiões brasileiras em outubro e somou US$ 61,692 bilhões. Com isso, o saldo regional ficou negativo em US$ 6,838 milhões. São Paulo foi o maior exportador da região e do país (US$ 24,899 bilhões) e o estado também foi responsável pelo maior volume de importações na região e no país (US$ 4,850 bilhões).
A Região Sul vendeu US$ 21,802 bilhões, com diminuição de 9,63% sobre o comercializado no mesmo período do ano passado (US$ 24,125 bilhões), e com participação de 19,73% nas exportações brasileiras. A região adquiriu US$ 23,334 bilhões no exterior, o que resultou no déficit mensal de US$ 1,531 bilhão. O Rio Grande do Sul exportou o maior valor entre os estados da região (US$ 8,867 bilhões) e o Paraná foi também o maior importador regional no acumulado semestral (US$ 8,318 bilhões).
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (18/07/2014)

18 de julho de 2014

Brasil e China fecham acordos financeiros, de infraestrutura e aviação

Entre os acordos assinados estão linhas de crédito de 7,5 bilhões de dólares para a Vale e a compra de 60 aviões de passageiros da Embraer


O presidente da China, Xi Jinping, ao lado da presidente brasileira, Dilma Rousseff, durante cerimônia de boas-vindas, no Palácio do Planalto, em Brasília. O líder chinês está no país para participar da sexta cúpula dos BRICS
O presidente da China, Xi Jinping, ao lado da presidente Dilma Rousseff

O Brasil e a China ampliaram sua parceria comercial nesta quinta-feira com linhas de crédito de 7,5 bilhões de dólares para a Vale e a compra de 60 aviões de passageiros da Embraer. Com a série de acordos energéticos, financeiros e industriais assinados diante dos presidentes Xi Jinping e Dilma Rousseff, as duas nações concordaram em unir forças e construir ferrovias para ajudar o Brasil a reduzir seu déficit de infraestrutura e atender ao apetite chinês por commodities.

O comércio entre Brasil e China disparou de 3,2 bilhões de dólares em 2002 para 83,3 bilhões de dólares no ano passado – minério de ferro, soja e petróleo são a maior parte das exportações brasileiras – e China é o maior parceiro comercial do Brasil.
Xi Jinping visitou Brasília depois da cúpula dos Brics, na qual foi criado um banco de desenvolvimento com capital de 100 bilhões de dólares que será sediado em Xangai, na China, e que irá financiar projetos de infraestrutura, oferecendo às nações em desenvolvimento uma fonte alternativa de recursos em relação ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial.
O banco chinês Eximbank disponibilizou uma linha de crédito de 5 bilhões de dólares para a Vale comprar navios e equipamentos de empresas da China, mas não houve menção a uma solução ao impasse da recusa chinesa de permitir que grandes navios de transporte de minério de ferro usados pela Vale usem portos chineses. O Banco da China abriu uma segunda linha de crédito de 2,5 bilhões de dólares para a Vale para comprar de equipamentos e serviços chineses.
Em um sinal de aprofundamento dos laços financeiros entre os dois membros dos Brics, o Banco de Construção da China formalizou a aquisição de 72% do Banco Industrial e Comercial S.A., um acordo de 1,62 bilhão de reais firmado em outubro.
A Embraer venderá 40 aviões ao seu maior cliente asiático, a chinesa Tianjin Airlines, metade dos quais serão de uma versão modernizada do modelo E-190 E2. O Banco Industrial e Comercial da China comprar 20 aeronaves, nos termos de um acordo de arrendamento de aviões da Embraer fechado em 2012.
A Vale, maior exportadora de minério de ferro do mundo, envia a maior parte de sua produção para a China, mas não forneceu maiores detalhes sobre como a linha de crédito será empregada.
A chinesa State Grid Corporation of China assinou um acordo com a Eletrobras para construir linhas de transmissão de alta voltagem para a hidrelétrica de Belo Monte, e a China Three Gorges Corporation firmou um pacto com estatais brasileiras para participar do projeto de uma represa no rio Tapajós.
Fim do embargo - A China também suspendeu o embargo à carne bovina do Brasil, uma medida que foi estabelecida em 2012 após um caso atípico de doença de vaca louca no Paraná, disse nesta quinta-feira o ministro da Agricultura brasileiro, Neri Geller. "Está suspenso o embargo, o Brasil pode exportar para a China sem nenhum problema", disse ele, após reunião com autoridades chinesas durante visita do presidente Xi Jinping ao Brasil.

Fonte: Site VEJA.

11 de julho de 2014

SP e Hong Kong dizem que mudança climática ameaça economia

SP e Hong Kong dizem que mudança climática ameaça economia.

  Enchentes estão ligadas à mudanças climáticas, diz estudo


Enchentes: autoridades cívicas já estão trabalhando para proteger suas economias
Londres - Cidades como São Paulo e Hong Kong dizem que a mudança climática ameaça suas economias e a maioria está tomando medidas para proteger os negócios, de acordo com um relatório do Carbon Disclosure Project publicado hoje.
Cerca de 76 por cento das 207 cidades pesquisadas pelo grupo sem fins de lucro disseram que condições meteorológicas extremas e outros efeitos da mudança climática colocam em risco a estabilidade de suas economias locais, disse o CDP. As ameaças incluem danos a transporte, infraestrutura e bens, além de riscos para a saúde humana, de acordo com a pesquisa.
As cidades estão na linha de frente do aquecimento global, pois a elevação do nível do mar representa um perigo para os habitantes das regiões costeiras, como Nova York, Miami e Bangkok.
Três quartos das ameaças informadas por empresas também são reportadas pelas cidades onde elas operam, de acordo com o CDP, que disse que as autoridades cívicas já estão trabalhando para proteger suas economias.
“Os governos locais estão se adiantando para proteger cidadãos e negócios dos impactos da mudança climática, mas é preciso uma maior colaboração com as empresas para aumentar a resiliência das cidades”, disse Larissa Bulla, diretora do programa de cidades do CDP.
“Através do fornecimento de informações, políticas e incentivos, as cidades podem ajudar a preparar as empresas para gerenciar esses riscos”.
As Nações Unidas estimam que os níveis do mar podem subir entre 26 centímetros a 98 centímetros até o fim do século. A previsão é também de que até 2100 as temperaturas médias globais aumentarão até 4,8 graus centígrados, uma taxa muito maior do que a do fim da última era do gelo.
Os pesquisadores das Nações Unidas estimam que até o mais recente período de aquecimento o máximo ritmo de aumento de temperatura foi de aproximadamente 1,5 grau centígrado por mil anos.
População das cidades
Lar de metade da população mundial e de mais de 80 por cento da produção econômica, as cidades também enfrentam secas, inundações e ondas de calor, além de outros riscos derivados do aquecimento global, disse o CDP.
Em muitos lugares as autoridades estão tomando medidas para proteger as empresas de ameaças detectadas, disse o CDP. Hong Kong está investindo US$ 2,7 bilhões em defesas contra inundações, como tanques subterrâneos de armazenamento, alargamento de rios e construção de túneis de drenagem.
São Paulo está trabalhando com empresas para melhorar a infraestrutura da água e reduzir o impacto do saneamento insuficiente na saúde, que pode piorar com temperaturas mais altas, disse o CDP.
No total, o projeto identificou 757 atividades distintas que as cidades pesquisadas realizam para adaptar a infraestrutura aos possíveis efeitos da mudança climática. O CDP disse que 102 cidades têm planos de adaptação climática em andamento.
O CDP afirmou que a expansão de sua pesquisa para 207 cidades em 2014, frente a 110 no ano passado, foi possível graças a uma subvenção da Bloomberg Philanthropies, que foi formada por Michael Bloomberg. Bloomberg é o fundador e proprietário majoritário da Bloomberg LP, a matriz da Bloomberg News.
O CDP, com sede em Londres, é uma entidade de pesquisas climáticas sem fins de lucro que incentiva empresas e governos a divulgarem o impacto que provocam no meio ambiente.
Fonte: Revista EXAME

6 maneiras de uma nova crise global atingir o mundo até 2015

Especialista prevê crise financeira logo a partir de abril do ano que vem, durando até março de 2016
Muitas economias parecem ter finalmente se recuperado da crise de 2008, mas, às vezes, a história não é tomada como lição e acabamos fadados a repeti-la. Isso é o que afirma Arturo Bris. Professor de Finanças da IMD Business School e diretor do Centro de Competitividade Mundial, Arturo prevê que uma crise econômica global deverá acontecer e que não estão sendo tomadas medidas suficientes para evitá-la.
Através de estatísticas, o professor disse que o mundo pode esperar uma crise financeira logo a partir de abril de 2015, durando até março de 2016. Essas são 6 causas prováveis citadas pelo professor:

1 - Bolha no mercado de ações

Apesar dos mercados de ações apresentaram um comportamento favorável, a qualquer momento a situação pode mudar. Em 2014, o primeiro semestre foi decepcionante, o que pode significar que provavelmente, uma queda no mercado de ações ocorrerá, diminuindo entre 30-35% o lucro das empresas.

2 - Serviços bancários na China

O serviço bancário chinês consiste apenas de empréstimos, principalmente para instituições governamentais, cujo desempenho não é bem monitorado e não está aberto para a concorrência. Seu fracasso afetará a economia global.

3 - Crise energética

Se os EUA, maior produtor de gás do mundo, começarem a exportar para o resto do planeta, a Rússia, ao se sentir ameaçada, pode causar um caos geopolítico. O Estados Unidos, com controle sobre os preços da energia, exerceria influência sobre grandes países.

4 - Guerra e conflito

Crescente tensões geopolíticas podem acontecer em quase todas partes do mundo. Algo, como o recente caso da Crimeia, por exemplo, poderia provocar uma crise no mercado, mesmo sem a existência de uma guerra física.

5 - Aumento da pobreza

Sempre que os pobres ficam mais pobres, conflitos sociais são um risco real. A cruzada contra a desigualdade na distribuição de renda poderia impedir ainda mais a inovação e o crescimento através da redução dos benefícios da inovação, ameaçando a economia.

6 - Classificações e falência

As companhias acumulam tantas dívidas, que é comum ter agora como norma uma classificação BBB. Nos EUA apenas três companhias mantiveram a classificação AAA: ExxonMobil, Microsoft e Johnson & Johnson. Se as classificações são um indicador de falência, ela virá para todos os setores. Caso as taxas de juros aumentassem em 2%, metade do setor corporativo seria eliminado.


Fonte: Portal do Administrador

Balança comercial inicia o mês com superávit de US$ 1,289 bilhões

A balança comercial brasileira iniciou julho com superávit (exportações maiores que importações) de US$ 1,289 bilhão. O resultado deveu-se a US$ 4,234 bilhões em exportações e US$ 2,945 bilhões em importações. Com o saldo positivo, o déficit acumulado no ano caiu de US$ 2,4 bilhões para US$ 1,2 bilhão. Os dados foram divulgados hoje (7) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A média diária exportada em julho, que corresponde ao valor negociado por dia útil, ficou em US$ 1,058 bilhão, crescendo 17% na comparação com o mesmo mês de 2013. Os responsáveis foram itens semimanufaturados e básicos, com alta respectiva de 32,9% e 31% nas vendas. Do lado dos semi-industrializados, vendeu-se mais ferro e aço, açúcar bruto e couro e peles de animais. No caso dos básicos, aumentou o comércio de soja e café em grão, petróleo bruto, minério de cobre, carne bovina e bovinos vivos.
As exportações de industrializados caíram 3,9% no período, segundo o critério da média diária. O motivo foram reduções nas vendas de plataforma de produção de petróleo e gás, automóveis de passageiros, óleos combustíveis, veículos de carga, autopeças e etanol.
Nas importações, a média diária ficou em US$ 736,3 milhões, 25,4% inferior à de julho do ano passado. O Brasil importou menos combustíveis e lubrificantes (queda de 58,1%) veículos automóveis e partes (32,6%), equipamentos mecânicos (25,1%), borracha (23,2%), siderúrgicos (21,1%) e aparelhos eletroeletrônicos (18,5%).

 Fonte: Revista EXAME - 07/07/14