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24 de janeiro de 2011

EXPORTAÇÕES APRESENTAM QUEDA NA REGIÃO SUL

   Mesmo após o fim da crise econômica que mexeu com o mercado internacional, os reflexos do abalo financeiro ainda respingam nos negócios da região. Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires e Vera Cruz, maiores polos de exportação do Vale do Rio Pardo, tiveram redução nas vendas para o exterior durante o ano passado. A baixa valorização do dólar é considerada a maior responsável por esse desempenho. A venda do principal produto exportado da região, o tabaco, caiu 15,79% em Santa Cruz e 7,09% em Vera Cruz, município que tem 99,18% das exportações baseadas na comercialização de fumo. A diminuição dos negócios foi menor em Venâncio Aires, com queda de apenas 0,74%. Apesar da redução, o tabaco ocupa o segundo lugar no ranking dos produtos mais exportados do Rio Grande do Sul. Nos últimos 12 meses, ele representa 9,31% do que foi produzido no Estado e exportado para fora do País.
   Segundo o presidente do Sindicato da Indústria do Tabaco (Sinditabaco), Iro Schünke, o dólar desvalorizado foi um fator decisivo para o desempenho inferior do tabaco brasileiro em 2010, comparado ao ano anterior. A queda da moeda americana reduziu a competitividade do produto no mercado internacional. Para Schünke, o maior volume de embarques em 2009 - o que reduziu o estoque no final do ano - e a menor produtividade da safra 2009/2010 também puxaram para baixo as vendas do setor para fora do País. Ao longo dos últimos 12 meses, Santa Cruz foi a campeã de exportações em tabaco. As vendas somaram US$ 918.579.728. Venâncio Aires negociou o montante de US$ 650.408.656 e Vera Cruz, US$ 94.937.971.

Os destinos
   Em 2010, a Bélgica foi o principal destino do que foi produzido em Santa Cruz do Sul. O país comprou 27,75% daquilo que foi exportado no município. Em seguida, China e Estados Unidos abocanharam outros 12,03% e 9,61%, respectivamente, dos produtos. A China foi a principal consumidora das exportações de Venâncio Aires, com 30,11%. Outros 13,27% foram importados pela Alemanha e 9,84% pelos Estados Unidos. O maior comprador dos produtos exportados pelo município de Vera Cruz foi os Estados Unidos, com 28,39% das vendas registradas. Em seguida vêm a China, com 14,34%, e a Rússia, com 12,84%.
Fonte: Federasul

SECEX E CZPE TÊM NOVOS TITULARES

   Foi nomeada, na edição do Diário Oficial da União desta segunda-feira (24/1), a nova titular da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Lacerda Prazeres. Foi também nomeado o novo secretário-executivo do Conselho Nacional de Zonas de Processamento de Exportações (CZPE), Gustavo Saboia Fontenele e Silva. Tatiana Prazeres é servidora pública da carreira de analista de comércio exterior e, além de atuar no MDIC, trabalhou como gerente e coordenadora da área internacional da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e consultora de relações internacionais da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Ela foi ainda funcionária da Organização das Nações Unidas (ONU), em Genebra, onde trabalhou para o International Trade Center (ITC). A nova secretária de Comércio Exterior é bacharel em Direito (UFSC) e em Relações Internacionais (Univali-SC), mestre em Direito Internacional (UFSC) e doutora em Relações Internacionais (UnB e Universidade de Georgetown, EUA). Ela assume no lugar de Welber Oliveira Barral. Entre as competências da Secretaria de Comércio Exterior, estão: participar das negociações de atos internacionais relacionados com o comércio de bens e serviços, nos âmbitos multilateral, hemisférico, regional e bilateral; implementar os mecanismos de defesa comercial; e elaborar e divulgar as estatísticas de comércio exterior, inclusive a balança comercial brasileira.
   O novo titular da Secretaria Executiva do Conselho das Zonas de Processamento de Exportações, Gustavo Saboia Fontenele e Silva, assume no lugar de Luiz Raimundo de Souza Fernandes. O servidor também é analista de comércio exterior e trabalha com o tema das ZPE desde 2001. Ele já foi chefe de gabinete da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) e é graduado em Administração de Empresas (UnB) e mestre em Finanças (PUC-RJ). O Conselho das Zonas de Processamento de Exportações (CZPE) é o órgão responsável por deliberar sobre a criação de ZPE e, em caso de aprovação, encaminhar a decisão para análise do presidente da República. O ministro Fernando Pimentel é o presidente do conselho, que ainda tem como integrantes os titulares da Casa Civil e dos Ministérios da Fazenda, Planejamento, Orçamento e Gestão, Meio Ambiene e Integração Nacional.
Fonte: MDIC

21 de janeiro de 2011

CHINESES PENSAM EM INVESTIR NO BRASIL

   A Rede Nacional de Informações sobre o Investimento, da Secretaria de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, recebe hoje (21), às 14h, representantes do Banco de Desenvolvimento da China (China Development Bank).  Os chineses vêm ao Brasil com o interesse de verificar oportunidades de investimento nas áreas de geração e transmissão de energia elétrica, Copa de 2014, Olimpíada de 2016, agronegócio e mineração.
   Estarão presentes no encontro o gerente-sênior do CDB América, Guoxi Tang, e o vice-diretor do CDB América do Sul, Wenjiang Cao. Também vão participar representantes do Departamento Nacional de Produção Mineral, da Casa Civil e do Ministério da Agricultura. Na ocasião, a Casa Civil fará uma apresentação sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Fonte: Agência Brasil

SISCOMEX AINDA EM FUNCIONAMENTO ATÉ 15 DE MARÇO

   A Portaria nº 4 da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), publicada nesta quinta-feira (20/1) no Diário Oficial da União, prorrogou o prazo para o funcionamento concomitante do Novo Módulo do Siscomex Exportação Web (Novoex) com o Siscomex para o dia 15 de março. O prazo anteriormente estipulado para o desligamento definitivo do antigo sistema era 31 de janeiro. A portaria define ainda um novo cronograma para que as operações sejam feitas apenas no novo sistema em substituição ao antigo. A partir de hoje, os Registros de Exportação (REs) sujeitos a tratamento de cotas somente poderão ser feitos no Novoex, conforme já estava previsto anteriormente na Portaria Secex nº 2. No entanto, os REs referentes ao regime drawback somente deverão ser registrados no Novoex a partir do dia 1º de fevereiro e os REs vinculados aos Registros de Crédito (RCs) devem ser feitos apenas no Novoex a partir de 15 de março. A portaria Secex nº 2 previa como prazo final para estes registros o dia 20 de janeiro.
   O Novoex pode ser acessado diretamente na internet, sem a necessidade de instalação de programas adicionais nos computadores dos usuários. Pelo sistema, os usuários podem gravar os REs e os RCs, estes últimos feitos para as exportações financiadas com recursos tanto privados como públicos. Com novas funcionalidades, o Novoex possibilita o aproveitamento de informações de registros anteriores e ainda permite que os usuários possam fazer REs por lotes, o que facilita o trabalho dos operadores, além de reduzir o tempo das operações. O Novoex apresenta ainda interface mais interativa para os usuários, maior visibilidade do processo pelo exportador e pelo anuente, e permite a simulação prévia do RE.
   Entre outras inovações do novo sistema podem ser destacadas a totalização online dos valores e quantidades informados pelo exportador com críticas para valores incompatíveis. No Novoex, serão efetuadas apenas as operações comerciais (RE e RC), sendo que todas as operações aduaneiras continuam a ser realizadas da mesma forma nos sistemas da Receita Federal.
Fonte: Mdic

13 de janeiro de 2011

BANCO MUNDIAL: "FLUXO PARA CHINA NÃO CAUSA INFLAÇÃO"

   A inflação na China não pode ser atribuída ao fluxo de capitais, porque o país tem controles efetivos de recursos, disse hoje o economista-chefe do Banco Mundial para o Pacífico e o Leste da Ásia, Vikram Nehru. Segundo ele, as causas da inflação são as políticas monetária e fiscal expansionistas da própria China, assim como a disparada dos preços dos alimentos. "Na China, os controles de capitais funcionam muito bem, por isso acho que não se pode culpar os fluxos pela inflação", disse. Alguns economistas e autoridades da China têm reiteradamente afirmado que os fluxos de capitais são uma das causas das pressões inflacionárias no país. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado