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29 de junho de 2011

MISSÃO TÉCNICA VAI À RÚSSIA NEGOCIAR CARNE SUÍNA


   Uma missão técnica do Ministério da Agricultura estará na próxima segunda-feira, dia 4 de julho, na Rússia para negociar a retomada da venda de carne suína brasileira para aquele país. A informação foi dada hoje pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Segundo ele, será apresentada uma listagem com 140 plantas aptas a exportar, ou seja, que atendem aos requisitos impostos pelo mercado russo.
   Hoje à tarde, às 15h30, Rossi terá uma reunião com a delegação que viajará à Rússia para dar as diretrizes das negociações. "Não quero opiniões. Quero que façam o dever de casa e cumpram o que os russos pediram. É só isso que quero. Não quero discurso de técnico explicando por que não fez o que tinha de ser feito", afirmou o ministro. Rossi disse que não adianta ficar reclamando do cliente, mas que é preciso atender ao que os compradores exigem, por isso destacou que já negociou com a presidente Dilma Rousseff a liberação de recursos para um plano de atualização de laboratórios de exames da qualidade da carne exportada. O programa deverá exigir cerca de R$ 50 milhões para igualar os laboratórios brasileiros aos de padrão internacional. Enquanto isso não ocorrer, caso necessário, o Brasil acessará a rede internacional de laboratórios. "O Brasil tem protagonismo tão forte que não pode se permitir a não disponibilizar os recursos necessários para atender os nossos clientes", disse. 
Fonte: O Estado de São Paulo

28 de junho de 2011

AGROPECUÁRIA PUXA CRESCIMENTO DA ECONOMIA GAÚCHA NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2011

   A agropecuária impulsionou o crescimento da economia gaúcha no primeiro trimestre do ano. O Índice Trimestral de Atividade Produtiva (ITAP) do Rio Grande do Sul apresentou no período expansão de 7,3% na comparação com igual período do ano anterior. O setor primário teve alta de 26%, maior taxa desde o início da série histórica, em 2003.Os dados foram divulgados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). O principal impulso para o bom desempenho do setor veio da lavoura, com crescimento de 33,4%. Já a produção animal cresceu 4,3%.
   O economista da FEE, Martinho Lazzari, afirma que a alta na economia do estado foi puxada, principalmente, pelas produções de arroz e de fumo. - Dentro da agropecuária a agricultura foi o principal destaque, principalmente pelo crescimento na produção de arroz e de fumo. São produtos que concentram a produção neste primeiro trimestre porque tiveram desempenhos produtivos bastante positivos - salienta.
   A indústria de transformação gaúcha teve crescimento de 2% no primeiro trimestre, representando uma desaceleração em relação às altas taxas de crescimento verificadas ao longo de 2010. Já o setor de serviços cresceu 6,2% no período. Esse resultado foi determinado, em grande parte, pelo bom desempenho do comércio.
Fonte: Rádio Gaúcha

PIMENTEL DIZ QUE ESTÁ ATENTO A PRÁTICAS DESLEAIS DE COMÉRCIO EXTERIOR

   O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) está atento aos indícios de prática de circunvenção no setor de calçados. A afirmação foi feita durante a abertura da 43ª Feira Internacional de Moda em Calçados e Acessórios (Francal 2011), realizada hoje na capital paulista.
   O MDIC aguarda dados sobre operações de importação, provenientes da Receita Federal do Brasil, para finalizar as análises de petições feitas pelo setor para a abertura de investigações referentes a estas suspeitas.

Circunvenção
   A circunvenção (circumvention) é caracterizada pela compra de produtos de um país, mas que, na verdade, foram produzidos em outro. Esta prática comercial desleal pode ser usada para burlar sanções prévias aplicadas ao país de origem do produto. A legislação brasileira prevê a extensão das medidas quando também se verifica que, após sua aplicação, ocorre a importação do produto objeto das medidas, com alterações marginais.
   Esta extensão também é prevista para situações em que ocorre a mera montagem, em terceiro país, com partes, peças ou componentes do país sujeito à medida de defesa comercial ou ainda quando esta mera montagem é realizada no Brasil. 
Fonte: MDIC

17 de junho de 2011

COMÉRCIO ENTRE BRASIL E CHINA DEVE CRESCER ATÉ 50% ESTE ANO

   O comércio entre o Brasil e a China deverá apresentar um crescimento de 30% a 40% este ano, podendo chegar a 50%. A estimativa é do presidente da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico, Tang Wei, que hoje (17) participou de encontro com empresários brasileiros no Rio de Janeiro. "De 1990 a 2000, o comércio bilateral médio estava em US$ 1,5 bilhão por ano. De 2002 para cá, vem aumentando muito. Em 2009, foram US$ 40 bilhões. No ano passado, atingimos US$ 62 bilhões. Este ano, devemos ter um crescimento mínimo de 30% a 40%, pois esse é o ritmo dos últimos anos. Mas não será surpresa se esse aumento chegar a 50%, como no ano passado", afirmou Wei, citando números do governo chinês.
   Segundo dados oficiais do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, a corrente de comércio Brasil-China fechou 2010 em US$ 56,3 bilhões, um crescimento de US$ 20 bilhões sobre o resultado alcançado em 2009. No ano passado, o Brasil foi superavitário em US$ 5,1 bilhões, mas cerca de 68% das exportações brasileiras estão concentradas em minério de ferro e soja. Já os chineses exportam para o Brasil principalmente produtos de alta tecnologia, sendo 30% eletroeletrônicos, especialmente componentes de informática e telefonia.
   Wei considerou como "estratégica" a relação entre os dois países, devendo ser vista em uma perspectiva histórica e geopolítica, e disse que disputas comerciais pontuais e eventuais desentendimentos são normais em uma parceria intensa. "Isto reflete o aumento do volume de comércio entre os dois países. Porque quanto mais negócios se faz, mais problemas vão surgindo. Mas em nada impede o alto ritmo do crescimento comercial".
   Além dos setores brasileiros que tradicionalmente recebem atenção chinesa, como minério de ferro e produtos agrícolas, Wei disse que há tendência de forte expansão de investimentos nas áreas de energia, incluindo fontes alternativas, e de máquinas e equipamentos para a indústria. O presidente da câmara de comércio afirmou que a relação entre os dois países está chegando em uma nova fase, com a instalação de grandes empresas chinesas no Brasil, incluindo as de alta tecnologia e do setor automotivo. Porém, afirmou que falta a mesma determinação dos empresários brasileiros para se instalarem na China. Para Wei, nem mesmo as alegadas questões de excesso de burocracia do governo chinês justificam a tímida presença brasileira. "Queremos ver a expansão de empresas brasileiras na China. Atualmente operam no país 700 mil empresas estrangeiras e um número muito reduzido de brasileiras. Não se pode culpar a burocracia, pois todas as empresas convivem e aprendem a lidar com isso. A presença do país na China não é compatível com o papel que o Brasil quer desempenhar no mundo".
Fonte: Jornal do Comércio

EXPORTAÇÕES DE COOPERATIVAS BATEM RECORDES NOS PRIMEIROS MESES DO ANO

   Nos primeiros cinco meses de 2011, as exportações das cooperativas brasileiras apresentaram crescimento de 30% sobre igual período de 2010 (US$ 1,663 bilhão), registrando um total de US$ 2,162 bilhões. Considerando a série iniciada em 2005, este foi o maior resultado alcançado. A participação na pauta total das vendas das cooperativas passou de 1,9%, em 2005, para o patamar de 2,3% em 2011. As importações aumentaram 11,4% e passaram de US$ 96,8 milhões, entre janeiro e maio de 2010, para US$ 107,9 milhões, em 2011.
   Com estes resultados, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,054 bilhões no período, resultado recorde que supera em 31,1% o valor verificado em nos primeiros cinco meses de 2010 (US$ 1,567 bilhão). A corrente de comércio também apresentou o melhor resultado da série com US$ 2,270 bilhões e expansão de 29% em relação ao período entre janeiro e maio de 2010 (US$ 1,760 bilhão).
Exportações
   Entre os principais produtos exportados pelas cooperativas no período, foram destaques: café em grãos (com vendas de US$ 324,3 milhões, representando 15% do total exportado pelas cooperativas); soja em grãos (US$ 283,8 milhões, 13,1%); açúcar em bruto (US$ 255,6 milhões, 11,8%); açúcar refinado (US$ 239,6 milhões, 11,1%); e trigo (US$ 219,5 milhões, 10,2%).
   Os principais destinos das vendas das cooperativas foram: Alemanha (vendas de US$ 242,3 milhões, representando 11,2% do total); China (US$ 239,1 milhões, 11,1%); Estados Unidos (US$ 175,4 milhões, 8,1%); Emirados Árabes Unidos (US$ 147,3 milhões, 6,8%); e Países Baixos (US$ 125,1 milhões, 5,8%).
   O Paraná foi o estado com maior valor de exportações de cooperativas, US$ 796,5 milhões, representando 36,8% do total das vendas do segmento. Em seguida aparecem: São Paulo (US$ 590,3 milhões, 27,3%); Minas Gerais (US$ 321,7 milhões, 14,9%); Rio Grande do Sul (US$ 210,4 milhões, 9,7%); e Santa Catarina (US$ 111 milhões, 5,1%).

Importações
   Os principais produtos importados pelas cooperativas, nos primeiros cinco meses de 2011, forma: cloretos de potássio (com compras de US$ 22,7 milhões, representando 21,1% do total importado pelas cooperativas); diidrogeno-ortofosfato de amônio (US$ 11,4 milhões, 10,6%); máquinas para fiação de matérias têxteis (US$ 8 milhões, 7,5%); ureia com teor de nitrogênio (US$ 7,9 milhões, 7,4%); máquinas e aparelhos para preparação de carnes (US$ 6 milhões, 5,5%).
   Nas compras externas das cooperativas, as principais origens, no período, foram: Alemanha (compras de US$ 19 milhões, representando 17,6% do total); Estados Unidos (US$ 11,5 milhões, 10,7%); Argentina (US$ 8,8 milhões, 8,2%); Bélgica (US$ 8,6 milhões, 8,0%); Paraguai (US$ 7,3 milhões, 6,8%).
   Os estados que mais adquiriram no mercado externo, nos primeiros cinco meses do ano, foram: Paraná, com vendas de US$ 41,7 milhões, representando 38,7% do total das importações do segmento; Santa Catarina (US$ 20,8 milhões, 19,3%); São Paulo (US$ 17,3 milhões, 16%); Goiás (US$ 10,4 milhões, 9,7%); e Rio Grande do Sul (US$ 7,2 milhões, 6,7%).
Fonte: MDIC