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12 de julho de 2011

MODAL AÉREO TERÁ NOVOS CAMINHOS NO RIO GRANDE DO SUL

   O município de Vacaria, o maior da região dos Campos de Cima da Serra no Rio Grande do Sul, se prepara para receber um dos principais complexos logísticos do Rio Grande do Sul a partir de 2012, o município está distante 240 km de Porto Alegre na direção Norte.
Para que o projeto logístico saia do papel, falta apenas a conclusão do Aeroporto Regional de Cargas de Vacaria. "Já passam pela cidade duas rodovias federais, a BR116 e a BR285, que se cruzam no município, e a Rede Ferroviária Nacional, operada pela ALL. Com o aeroporto, Vacaria torna-se um polo logístico, referência para a atração de empresas", considera Alessandro Dalla Santa Andrade, Secretário Municipal de Desenvolvimento, Tecnologia, Trabalho e Turismo, que concedeu entrevista exclusiva ao Netmarinha nesta semana. As obras já estão avançadas. A pista de 2.020 metros de comprimento e 30 metros de largura, com capacidade para aeronaves de porte, está praticamente concluída. Isso significa que a drenagem, o aleivamento do terreno e a construção da pista e da área de escape estão completos.
   Os instrumentos para vôos diurnos já estão disponíveis. "Estão em licitação o terminal de passageiros, o estacionamento e os instrumentos para vôos noturnos", avisa Andrade. A previsão é de que em janeiro de 2012 o aeroporto já possa ser homologado para começar a operar.
   O investimento total no projeto é de R$ 20 milhões. A maior parte do orçamento (70%) está sendo custeada pelo Governo Federal. O restante conta com verbas do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. A prefeitura de Vacaria viabilizou o terreno, onde o aeroporto está sendo construído.
   A prioridade será o transporte de cargas. Flores e pequenas frutas, que têm como destino a Europa, estão entre os produtos que podem utilizar a nova infra-estrutura. Entre as frutas produzidas na região que podem ser exportadas por aeronaves, destacam-se o mirtilo, a amora e a framboesa. As empresas de transporte de carga habilitadas para operar vão depender da demanda, mas o aeroporto já está em negociação com a NHT, empresa regional, para o transporte de passageiros.
   A construção do aeroporto completa a infra-estrutura do município para atrair novos investimentos. "Recentemente, a siderúrgica Panatlântica confirmou sua instalação em Vacaria. A empresa já vai utilizar a ferrovia para transportar suas bobinas de aço. Com a construção do aeroporto, esperamos que outras empresas também possam estudar sua implantação na cidade", acredita o secretário.
Fonte: Net Marinha

5 de julho de 2011

OMC CONDENA BARREIRA DA CHINA À VENDA DE COMMODITIES

   A Organização Mundial do Comércio (OMC) afirmou hoje que as restrições da China à exportação de commodities (matérias-primas) violam as regras do comércio internacional. O pronunciamento da entidade é uma resposta à reclamação aberta por União Europeia (UE), Estados Unidos e México contra as restrições chinesas, que incluem cotas de exportação, tarifas e preços mínimos para exportação.
   Em tese, o parecer da OMC deve limitar a forma como países ricos em recursos naturais podem reservar matérias-primas como insumos para suas indústrias domésticas. No entanto, pode levar anos até que a China concorde em remover suas restrições. Neste caso, a UE, os Estados Unidos e o México podem impor tarifas a produtos chineses em retaliação.
   As nove matérias-primas industriais em questão são: bauxita, magnésio, coque, fluorita, manganês, silício, silício metálico, fósforo amarelo e zinco. Empresas siderúrgicas e químicas são as principais consumidoras, mas essas matérias-primas também são usadas em vários outros produtos que vão de latas para bebidas a refrigeradores. "Este é um veredicto claro para o livre comércio e para o acesso justo a matérias-primas", disse o comissário de comércio da UE, Karel De Gucht, em comunicado. "E envia um forte sinal para conter a imposição de restrições injustas ao comércio e nos leva a um passo mais perto de condições de concorrência equitativas para matérias-primas." A China alegou preocupações ambientais relacionadas à produção dessas matérias-primas como motivo para restringir suas exportações, pois as regras OMC permitem que países restrinjam o comércio para proteger o meio ambiente. No entanto, o painel disse que simples restrições às exportações, sem medidas para limitar o uso das matérias-primas pelas indústrias domésticas, não protegem de forma efetiva o meio ambiente e, de forma inaceitável, isola as indústrias domésticas da competição por esses produtos. 
Fonte: Agência Estado/Dow Jones.

1 de julho de 2011

RECEITA PODE RETER POR ATÉ 90 DIAS PRODUTO IMPORTADO

    Para ampliar o combate à triangulação de mercadorias importadas ilegalmente, a Receita Federal aumentou o alcance e a dureza dos procedimentos especiais de controle nas fronteiras nos casos de suspeita de comércio desleal. Entre as medidas, o Fisco poderá reter por até 90 dias os produtos importados cuja documentação apresente indícios de fraude. Até então, a Receita apreendia essas mercadorias por no máximo 60 dias. "Chegou-se a um consenso de que o prazo precisava ser ampliado para possibilitar a conclusão das investigações", afirmou o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais da Receita, Ernani Checcucci. "Além do reforço na questão da origem, também vamos demandar informações ao exportador lá fora e, enquanto houver dúvidas, a mercadoria ficará retida", acrescentou.
   O Fisco também ampliou o número de situações que denotam suspeitas de irregularidades na importação, sobretudo com foco nos documentos de origem das mercadorias. Além disso, os adidos tributários da Receita em outros países também participarão do processo, facilitando o intercâmbio de informações com as autoridades dos países de origem.
   Para burlar as medidas antidumping impostas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), exportadores estrangeiros têm enviado mercadorias ao Brasil via terceiros países, ou desmontadas em partes e peças, escapando assim das sobretaxas por prática desleal de comércio.

Investigações
   Para dar finalmente celeridade às investigações sobre triangulação pelo MDIC, a Receita também enviará informações à Secretaria de Comércio Exterior (Secex). "A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional nos deu parecer positivo e dados começarão a ser fornecidos a partir de agora", acrescentou Checcucci.
   Apesar da legislação que estende os processos antidumping também para os casos de triangulação ter sido aprovada ainda na segunda metade do ano passado, até agora apenas uma investigação nesse âmbito foi iniciada, no caso dos cobertores chineses. "Há pedidos de investigação que dependem desses dados da Receita. Agora essas investigações poderão ser abertas o quanto antes", garantiu a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres. Segundo ela, a partir do início das investigações os produtos suspeitos de irregularidades começarão a passar pelo processo de licenças não automáticas, que retarda a entrada no País e permite maior controle do volume importado. Além da troca de informações, uma outra medida é o Centro Nacional de Gestão de Risco Aduaneiro, que deve entrar em funcionamento dentro de um mês e meio. Criado em conjunto pela Receita e a Secex, o grupo irá trabalhar com as informações geradas pela inteligência de ambos os órgãos com o objetivo de acelerar as investigações. O grupo, sediado no Rio de Janeiro, contará a princípio com 30 servidores. "O objetivo é dar musculatura a essa atividade de controle e análise de risco nas operações de comércio exterior", concluiu Checcucci. 
Fonte: Agência Estado

29 de junho de 2011

MISSÃO TÉCNICA VAI À RÚSSIA NEGOCIAR CARNE SUÍNA


   Uma missão técnica do Ministério da Agricultura estará na próxima segunda-feira, dia 4 de julho, na Rússia para negociar a retomada da venda de carne suína brasileira para aquele país. A informação foi dada hoje pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi. Segundo ele, será apresentada uma listagem com 140 plantas aptas a exportar, ou seja, que atendem aos requisitos impostos pelo mercado russo.
   Hoje à tarde, às 15h30, Rossi terá uma reunião com a delegação que viajará à Rússia para dar as diretrizes das negociações. "Não quero opiniões. Quero que façam o dever de casa e cumpram o que os russos pediram. É só isso que quero. Não quero discurso de técnico explicando por que não fez o que tinha de ser feito", afirmou o ministro. Rossi disse que não adianta ficar reclamando do cliente, mas que é preciso atender ao que os compradores exigem, por isso destacou que já negociou com a presidente Dilma Rousseff a liberação de recursos para um plano de atualização de laboratórios de exames da qualidade da carne exportada. O programa deverá exigir cerca de R$ 50 milhões para igualar os laboratórios brasileiros aos de padrão internacional. Enquanto isso não ocorrer, caso necessário, o Brasil acessará a rede internacional de laboratórios. "O Brasil tem protagonismo tão forte que não pode se permitir a não disponibilizar os recursos necessários para atender os nossos clientes", disse. 
Fonte: O Estado de São Paulo

28 de junho de 2011

AGROPECUÁRIA PUXA CRESCIMENTO DA ECONOMIA GAÚCHA NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2011

   A agropecuária impulsionou o crescimento da economia gaúcha no primeiro trimestre do ano. O Índice Trimestral de Atividade Produtiva (ITAP) do Rio Grande do Sul apresentou no período expansão de 7,3% na comparação com igual período do ano anterior. O setor primário teve alta de 26%, maior taxa desde o início da série histórica, em 2003.Os dados foram divulgados pela Fundação de Economia e Estatística (FEE). O principal impulso para o bom desempenho do setor veio da lavoura, com crescimento de 33,4%. Já a produção animal cresceu 4,3%.
   O economista da FEE, Martinho Lazzari, afirma que a alta na economia do estado foi puxada, principalmente, pelas produções de arroz e de fumo. - Dentro da agropecuária a agricultura foi o principal destaque, principalmente pelo crescimento na produção de arroz e de fumo. São produtos que concentram a produção neste primeiro trimestre porque tiveram desempenhos produtivos bastante positivos - salienta.
   A indústria de transformação gaúcha teve crescimento de 2% no primeiro trimestre, representando uma desaceleração em relação às altas taxas de crescimento verificadas ao longo de 2010. Já o setor de serviços cresceu 6,2% no período. Esse resultado foi determinado, em grande parte, pelo bom desempenho do comércio.
Fonte: Rádio Gaúcha