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27 de setembro de 2012

GOVERNO QUER MAIS EFICIÊNCIA NAS EXPORTAÇÕES

   O Brasil tem três grupos de estudo em andamento para encontrar soluções que tornem mais eficaz o comércio praticado com a África, Ásia e América do Sul, informou nesta quinta-feira Emílio Garófalo, secretário executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). "Temos vários grupos técnicos e são três abertos para África, Ásia e América do Sul para melhorar as condições de financiamento e ganhar competitividade nesses mercados", disse Garófalo durante a abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio.
   Segundo o executivo da Camex, o governo tem trabalhado para melhorar as condições das exportações brasileiras. Entre as medidas tomadas para beneficiar o setor, Garófalo citou a política cambial, as desonerações na folha de pagamento e o aumento no orçamento para infraestrutura. "O governo está tentando fazer a sua parte ouvindo o setor", defendeu.

CONSUMIDOR DE BAIXA RENDA NÃO PLANEJA FINANÇAS

   O levantamento "Mercados - Endividamento e Inadimplência, Mitos e Verdades", divulgado nesta quinta-feira pela Boa Vista, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), mostra que 79% dos consumidores das classes D/E e 63% da classe C não têm o costume de aplicar dinheiro na poupança. A fatia dos que não poupam ficou em 51% na classe B e 44% na classe A. "Poupar é uma intenção e os consumidores das classes mais baixa não poupam, provavelmente, porque não sobra", disse o diretor de Sustentabilidade da Boa Vista, Fernando Cosenza. Nessa linha, os números mostram que 38% dos consumidores das classes C, D e E poupariam se tivessem mais renda, ante 32% na classe B e 24% na classe A.
   Os dados da pesquisa mostram, segundo a Boa Vista, que o consumidor de baixa renda também não faz planejamento financeiro. "Embora 50% dos consumidores das classes D/E e 58% da classe C afirmem que fazem planejamento financeiro, com algum tipo de controle entre o que ganham e o que gastam, ainda assim classificamos como verdade a afirmação de que as classes mais baixas não têm esse planejamento", disse Cosenza. Segundo ele, "algum controle financeiro não é planejamento" e 90% dos entrevistados declaram que aprenderam a lidar sozinhos com o dinheiro ou com os pais, que também aprenderam sozinhos. "Defendemos que o planejamento financeiro é algo sistemático, o que não ocorre."
   A pesquisa mostrou ainda que 94% dos consumidores das classes D/E, 88% dos das classes B e C e 77% da classe A concordam com a afirmação que "o nome da pessoa é o maior patrimônio dela". A afirmação é defendida também por 88% dos entrevistados que possuem restrição ao crédito, o chamado "nome sujo". Segundo Cosenza, no entanto, apesar desse porcentual, os consumidores de classes mais baixas não se protegem contra fraudes, como a contratação de crédito em nome de terceiros. Indagados se haveria o interesse do fornecimento de serviços para o monitoramento do CPF e, consequentemente, para proteção contra fraudes, houve uma divisão praticamente igual entre os interessados e o não interessados em todas as classes.
Fonte: O Estado de São Paulo

MISTURA DE ANIDRO À GASOLINA PODE SUBIR EM JUNHO DE 2013

   O governo decidiu aumentar a mistura do etanol anidro na gasolina de 20% para 25% a partir de 1º de junho, de acordo com fontes ouvidas pela Agência Estado. A elevação foi definida em reunião nesta quinta-feira e deverá ser publicada no Diário Oficial nos próximos dias.
   A data foi decidida tendo em vista o período em que a oferta de etanol se acentua com a maior moagem da safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul. Segundo as fontes, esta data teria sido definida já considerando a possibilidade de um atraso.
   Porém, se a safra começar mais cedo e houver etanol disponível em volume satisfatório a partir de março/abril, o aumento da mistura poderá ser antecipado para 1º de maio.
   Segundo cálculos do setor, o aumento da mistura de 20% para 25% irá gerar demanda adicional de cerca de 2 bilhões de litros de anidro em 2013/14, que seria produzido por meio do processamento extra de 25 milhões de toneladas de cana.
Fonte: Agência Estado

6 de setembro de 2012

ALTA DE PREÇOS DAS COMMODITIES DEVE SE REVERTER NO MÉDIO PRAZO, DIZ BC

   A ata do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Banco Central, avalia que o recente aumento de preços dos produtos agrícolas, as chamadas commodities, não será tão intenso e deve se reverter no médio prazo. Portanto, apesar da pressão inflacionária no curto prazo, o cenário internacional "se mostra desinflacionário no médio prazo".
   Para o BC, o preço do combustível e gás devem ficar estáveis neste ano, e reitera que nova queda de juros dependerá de reação da economia. Nos últimos meses, os preços das principais commodities subiram rapidamente por problemas como a seca nos Estados Unidos, o que aumenta os preços de produtos básicos como o milho e a soja e toda a cadeia produtiva de alimentos.
   Essa pressão inflacionária já começa a ser visto nos índices de preço do Brasil. "Desde a última reunião, surgiram evidências de pressões localizadas de preços, decorrentes de um choque desfavorável de oferta no segmento de commodities agrícolas", afirma a ata. "Para o Comitê, esse choque tende a ser menos intenso e menos duradouro do que o ocorrido em 2010/2011, bem como tende a se reverter no médio prazo". O BC voltou a frisar, como no comunicado divulgado imediatamente após a decisão de reduzir os juros básicos de 8% ao ano para 7,5%, na semana passada, que qualquer corte adicional da taxa Selic será feito com "máxima parcimônia".
   Analistas acreditam que isso sinaliza que uma eventual redução será de, no máximo, 0,25 ponto percentual.
Fonte: Folha de São Paulo

TAXA DE IMPORTAÇÃO MAIOR É PROTECIONISMO

   O aumento da taxa de importação de cem produtos anunciado na terça-feira (04) pelo governo brasileiro é avaliado como protecionista e não ataca os principais problemas da cadeia produtiva brasileira. Mesmo assim, pode ajudar os setores beneficiados a concorrer com os produtos importados no curto prazo.
   Para o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, o aumento nos impostos de alguns produtos terá um reflexo pequeno no seu preço final e não é suficiente para tornar a indústria nacional mais competitiva. "O produto brasileiro tem um custo ocioso muito alto e precisa de medidas como esta para se proteger. É mais uma ação de protecionismo do que de proteção à indústria", disse. Para Castro, o ideal seria o governo promover reformas estruturais, como a tributária, para desonerar os produtos nacionais.
   O presidente da AEB não é o único a defender reformas estruturais no setor produtivo. Diretora executiva da Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior (Abece), Lilia Miranda acredita que o governo defenderia melhor a indústria se promovesse reformas estruturais na economia. "As medidas [anunciadas], em última análise, não atacam a falta de competitividade. Há questões, tributárias, por exemplo, que deveriam ser prioritárias para que nossa economia seja realmente forte", afirmou. Miranda disse que o benefício que poderia surgir da medida do governo pode, na verdade, prejudicar o País, pois alguns produtos da lista do governo são insumos. Com seus preços mais altos, o preço do produto final também será maior. Miranda observou também que a concorrência estimula a melhoria e o aumento da competitividade dos produtos e disse que há outros instrumentos que ajudam uma determinada área da economia a se proteger. "Quando uma empresa ou um setor se sente prejudicado, ele pode recorrer ao governo para adotar medidas de proteção."Castro observou, porém, que embora a ação do governo não promova aumento de competitividade no longo prazo, a medida é legal e o País não deverá sofrer pedidos de salvaguarda comercial. Pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), um país pode taxar os produtos industrializados em até 35%. A maior parte das mercadorias que sofreu aumento na alíquota de importação teve reajustes para 25%. A medida é dotada por 12 meses renováveis por mais 12 meses.
   Pouco depois de anunciar o aumento dos impostos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que essa medida foi adotada porque outros países estão em crise financeira e procuram aumentar suas exportações para lugares onde a economia cresce. Entre os setores beneficiados pela medida estão siderurgia, petroquímica, de borrachas e medicamentos. Nem todos acreditam que as medidas do governo serão danosas. Professor de Comércio Exterior da Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Barueri, Givan Fortuoso da Silva afirma que os setores beneficiados pela taxação dos concorrentes importados ficarão mais competitivos. "O imposto de alguns produtos quintuplicou, de outros quase dobrou. Alguns importados ficarão menos competitivos", disse.
Fonte: Agência Anba