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9 de março de 2011

EXCELÊNCIA DA SAFRA ANIMA PRODUTORES GAÚCHOS

   Com a proximidade do auge da colheita de soja no Estado, os produtores gaúchos vivem um momento ímpar: a possibilidade de ter preço e boa produção numa mesma safra. “Trata-se de um raro momento que precisa ser aproveitado ao máximo e se possível o sojicultor deve fazer uma poupança”, recomenda o assistente técnico em soja da Emater Alencar Rugeri. Neste ano, as lavouras de soja, cultivadas em 4,082 milhões de hectares, devem ter rendimento de 2.541 quilos por hectare, resultando numa produção de 10,390 milhões de toneladas. Os motivos para os resultados positivos residem no incremento do uso de tecnologia a campo, desde sementes até maquinário agrícola, e também pelo clima adequado. “A sorte é que os preços estão favoráveis, pois se dependesse das previsões dos meteorologistas, o produtor estaria completamente desmotivado e os resultados das lavouras seriam bem diferentes”, aponta o especialista.
   A soja está com preço maior do que no ano passado, chegando a R$ 50,00 a saca de 50 quilos, ante os R$ 36,00 em 2010. O que fez o preço da soja subir foi incremento de comprar por parte da China, aliado à quebra de safras ao redor do mundo. “E como milho está com preço bom nos Estados Unidos, há uma concorrência direta e por isso os preços estão elevados”, explica o consultor da Safras e Cifras, Sandro Elias. A orientação para os produtores é trabalhar com conceito de margem, saber os custos de produção e quanto é uma margem satisfatória, quando chegar ao preço ideal em relação ao custo, indica-se fazer a venda. Sobre os custos de produção, Elias diz que tanto para soja quanto para o milho estão se mantendo semelhantes aos da safra passada, sem aumento significativo. Os custos, sem considerar arrendamento, estão cotados entre R$ 1,2 mil e R$ 1,3 mil por hectare no caso da soja e no milho oscilam entre R$ 2 mil e R$ 2,2 mil por hectare. “Com essa previsão de safra cheia, vai ser um ano de capitalização do produtor”, destaca Elias. No caso do milho, apesar da redução de área que chegou nessa safra a 4,91% no Rio Grande do Sul, os resultados da lavoura também são satisfatórios. A produtividade média deve chegar a 4.701 quilos por hectare, 4,2% a menos do que os 4.907 quilos colhidos em 2010. Dados preliminares, divulgados recentemente pela Emater, apontam a colheita de 5,146 milhões de toneladas, 8,56% a menos do que em 2010. “Acredito que essa queda pode se reverter, pois ainda estamos colhendo”, ressalta o assistente técnico da Emater em milho Dulphe Pinheiro Machado Neto. Segundo ele, as lavouras estão em ótimo estado devido ao uso de mais recursos tecnológicos a campo e também pelo fato de o clima ter ajudado. O consultor da Safras e Cifras avalia que os preços do milho também têm se mantido em patamares superiores, se traçado um comparativo com o mesmo período da safra passada quando foram registrados valores muito baixos, em torno R$ 16,00 a R$ 17,00. Os valores atualmente chegam a R$ 22,00, basicamente por questões macroeconômicas, pelo aumento do consumo norte-americano para a transformação de milho em etanol e também por quebra de safra na Rússia e outros países. 
Fonte: Jornal do Comércio

10 de fevereiro de 2011

CARGILL IMPLANTARÁ NOVA FÁBRICA NO BRASIL


   A Cargill investirá 350 milhões de reais na construção de uma fábrica de processamento de milho no Brasil, informou a empresa nesta quarta-feira em comunicado. A unidade produzirá soluções em amidos e adoçantes e visa acompanhar o crescimento da demanda de clientes no país, segundo a companhia. A nova planta, que deverá entrar em operação em 2013, representará um aumento de 30 por cento na capacidade de processamento de milho da empresa para a América do Sul. "Três Estados estão sendo considerados para localização da nova unidade, e a decisão deve ser tomada ainda no primeiro trimestre deste ano", afirmou a Cargill em nota.
   Esse é o segundo investimento da Cargill no negócio de amidos e adoçantes em pouco mais de dois anos. A ampliação da capacidade da fábrica de Uberlândia (MG), um investimento de 197 milhões de reais, foi concluída em março de 2010. "A parceria com nossos clientes e o aquecimento do mercado doméstico foram fatores determinantes que impulsionaram os investimentos. A liderança global da empresa está atenta e vê com otimismo o crescimento dos negócios no Brasil", disse Gonzalo Petschen, o principal executivo da Unidade de Negócio Amidos & Adoçantes América do Sul da Cargill.
   Os ingredientes à base de milho estão presentes em produtos lácteos, balas, confeitos, bebidas e pães. A nova fábrica poderá contar com uma linha dedicada a novos ingredientes derivados de milho, alguns totalmente inovadores para o mercado brasileiro, segundo a Cargill, que não deu detalhes.
   A empresa, umas das maiores companhias do agronegócio do mundo, que figura como a sexta maior exportadora do Brasil , tem investido também em outros segmentos no país. Ao final do ano passado, a Cargill anunciou a construção de sua primeira unidade de biodiesel, com um investimento de 130 milhões de reais.
Fonte: Reuters Brasil