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10 de março de 2011

PORTO DE RIO GRANDE COMEÇA A MONITORAR SOJA PARA EXPORTAÇÃO

   O Porto de Rio Grande (RS) começa, neste mês, a fazer parte do monitoramento intensivo dos fiscais do Ministério da Agricultura para verificar as condições higienicossanitárias da soja destinada à exportação. Os técnicos analisam se as empresas credenciadas pelo órgão estão atendendo às normas para classificação do grão. “Com a ação, aumentamos a garantia de qualidade do produto enviado para diversos mercados como China, Rússia e União Europeia. A ideia é mantermos a liderança no ranking das exportações dessa commodity”, explica o fiscal da Coordenação-Geral de Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura, André Bispo.
   Para a soja ser considerada de qualidade, são analisados quesitos como quantidades de matérias estranhas e impurezas (pau, pedra, terra), que não pode ultrapassar 1%, e de grãos mofados, que deve ser de até 6%. Além disso, a presença de sementes tratadas com agrotóxicos ou de grãos de mamona no produto é limitada a um por cada kg de amostra coletada para análise. Nos casos de detecção de produtos contaminados, o embarque não é autorizado. “As nossas exportações de soja são destinadas principalmente à China e a países da União Europeia”, declara o chefe-substituto do Serviço de Vigilância Agropecuária do Porto de Rio Grande, Lindomar de Freitas Lopes. Em 2010, saíram desse porto nove milhões de toneladas do grão.

Ampliação do sistema de inspeção neste ano
   Além do Porto de Rio Grande, fazem parte desse sistema de inspeção, as unidades de Tubarão (ES), Santos (SP) e Paranaguá (PR), local onde o projeto começou, em outubro de 2010. A expectativa do Ministério da Agricultura é que, até o fim deste ano, os nove portos brasileiros adotem o sistema. Integram esse complexo o Porto Hermasa (AM), Terminal Portuário Cope Jipe (BA), Porto do Itaqui (MA), São Francisco do Sul (SC) e de Santarém (PA).
   A fiscalização diária dos produtos do agronegócio brasileiro embarcados nos portos é de responsabilidade dos técnicos do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro) do Ministério da Agricultura. Eles verificam se as cargas têm os certificados fitossanitários (para vegetais e plantas), sanitários (produtos de origem animal) e zoossanitários (animais vivos). A ação previne a entrada de pragas ou doenças que possam prejudicar o agronegócio brasileiro e a qualidade dos alimentos.
Fonte: Portal Brasil

9 de março de 2011

EXCELÊNCIA DA SAFRA ANIMA PRODUTORES GAÚCHOS

   Com a proximidade do auge da colheita de soja no Estado, os produtores gaúchos vivem um momento ímpar: a possibilidade de ter preço e boa produção numa mesma safra. “Trata-se de um raro momento que precisa ser aproveitado ao máximo e se possível o sojicultor deve fazer uma poupança”, recomenda o assistente técnico em soja da Emater Alencar Rugeri. Neste ano, as lavouras de soja, cultivadas em 4,082 milhões de hectares, devem ter rendimento de 2.541 quilos por hectare, resultando numa produção de 10,390 milhões de toneladas. Os motivos para os resultados positivos residem no incremento do uso de tecnologia a campo, desde sementes até maquinário agrícola, e também pelo clima adequado. “A sorte é que os preços estão favoráveis, pois se dependesse das previsões dos meteorologistas, o produtor estaria completamente desmotivado e os resultados das lavouras seriam bem diferentes”, aponta o especialista.
   A soja está com preço maior do que no ano passado, chegando a R$ 50,00 a saca de 50 quilos, ante os R$ 36,00 em 2010. O que fez o preço da soja subir foi incremento de comprar por parte da China, aliado à quebra de safras ao redor do mundo. “E como milho está com preço bom nos Estados Unidos, há uma concorrência direta e por isso os preços estão elevados”, explica o consultor da Safras e Cifras, Sandro Elias. A orientação para os produtores é trabalhar com conceito de margem, saber os custos de produção e quanto é uma margem satisfatória, quando chegar ao preço ideal em relação ao custo, indica-se fazer a venda. Sobre os custos de produção, Elias diz que tanto para soja quanto para o milho estão se mantendo semelhantes aos da safra passada, sem aumento significativo. Os custos, sem considerar arrendamento, estão cotados entre R$ 1,2 mil e R$ 1,3 mil por hectare no caso da soja e no milho oscilam entre R$ 2 mil e R$ 2,2 mil por hectare. “Com essa previsão de safra cheia, vai ser um ano de capitalização do produtor”, destaca Elias. No caso do milho, apesar da redução de área que chegou nessa safra a 4,91% no Rio Grande do Sul, os resultados da lavoura também são satisfatórios. A produtividade média deve chegar a 4.701 quilos por hectare, 4,2% a menos do que os 4.907 quilos colhidos em 2010. Dados preliminares, divulgados recentemente pela Emater, apontam a colheita de 5,146 milhões de toneladas, 8,56% a menos do que em 2010. “Acredito que essa queda pode se reverter, pois ainda estamos colhendo”, ressalta o assistente técnico da Emater em milho Dulphe Pinheiro Machado Neto. Segundo ele, as lavouras estão em ótimo estado devido ao uso de mais recursos tecnológicos a campo e também pelo fato de o clima ter ajudado. O consultor da Safras e Cifras avalia que os preços do milho também têm se mantido em patamares superiores, se traçado um comparativo com o mesmo período da safra passada quando foram registrados valores muito baixos, em torno R$ 16,00 a R$ 17,00. Os valores atualmente chegam a R$ 22,00, basicamente por questões macroeconômicas, pelo aumento do consumo norte-americano para a transformação de milho em etanol e também por quebra de safra na Rússia e outros países. 
Fonte: Jornal do Comércio

28 de fevereiro de 2011

VALORIZAÇÃO DA SOJA E PROCURA POR NOVAS ÁREAS FAZ PREÇO DAS TERRAS SUBIR NO ESTADO

   Um relatório da consultoria Informa Economics FNP (ex-AgraFNP) sobre a valorização das áreas destinadas à produção agropecuária no Brasil, mostrou o aumento do preço das terras no Rio Grande do Sul. Em três anos, no embalo da corrida pela expansão das lavouras de soja, o preço médio do hectare no Estado subiu 60%, alcançando R$ 9.444.
   Foi a Metade Sul do Estado a região que mais contribuiu para a alta dos preços – acima da média brasileira, de 25% –, explica a gerente de agroenergia da FNP, Jacqueline Bierhals. O salto das cotações ocorreu em áreas específicas da Região Central e da Zona Sul, onde em alguns municípios os preços no mínimo dobraram.
   Valorizaram-se principalmente áreas altas onde é possível implantar a soja. Na zona de Pelotas, são as áreas que têm uma boa drenagem e a vantagem logística da proximidade do porto de Rio Grande — aponta Jacqueline. Segundo o consultor Cilotér Iribarrem, da Safras & Cifras, de Pelotas, é crescente a procura por terras para soja em municípios próximos, como Jaguarão e Arroio Grande. O hectare, então negociado por cerca de R$ 3 mil, agora atinge preços entre R$ 6 mil e R$ 7 mil. Antes, a escalada também havia sido influenciada pelo avanço do eucalipto, lembra Iribarrem.
   O estudo da FNP dividiu o Rio Grande do Sul em quatro grandes macrorregiões: Caxias do Sul, Passo Fundo, Uruguaiana e Santa Maria. No norte, quadrante que engloba as principais áreas produtoras de grãos, o efeito soja também apareceu. O valor mais frequente dos negócios verificados no final do ano passado foi de R$ 18,5 mil o hectare na faixa mais valorizada, entre Passso Fundo e Erechim, alta de 34,5% sobre três anos atrás.
Fonte: NewsComex