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25 de março de 2011

BRASIL GANHA 2.746 IMPORTADORAS E SÓ 82 EXPORTADORAS NO 1º BIMESTRE DE 2011

   No primeiro bimestre de 2011, foram abertas 2.746 empresas importadoras. No mesmo período, apenas 82 passaram a exportar. As razões para esse desequilíbrio são o real valorizado frente ao dólar, a concorrência chinesa em terceiros mercados e a redução das compras americanas. No entanto, para técnicos da área de comércio exterior do governo, dos males, o menor. Pelo menos, não houve queda do número de firmas exportadoras, como vinha ocorrendo anteriormente. - Mesmo com todos os problemas, o setor exportador reage, e os bons preços das commodities são fatores importantes - diz Bruno Laviere, economista da consultoria Tendências. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, nos dois primeiros meses de 2011, lideraram o ranking das empresas exportadoras a Vale e a Petrobras, com vendas de, respectivamente, US$4,3 bilhões e US$3 bilhões. A estatal ainda ficou à frente das importadoras, com gastos equivalentes a US$2,9 bilhões.
   No primeiro bimestre deste ano, o total de empresas que exportaram chegou a 10.676, e os negócios movimentaram US$31,9 bilhões. No mesmo período do ano anterior, eram 10.594 firmas, que proporcionaram um fluxo de US$23,5 bilhões. Já o número de importadoras subiu de 20.210 (US$23,3 bilhões) para 22.956 ( US$30 bilhões). A poucas semanas da visita da presidente Dilma Rousseff à China, o embaixador do país no Brasil, Qiu Xiaoqi, disse ontem que o mundo precisa ver o crescimento de sua nação como "uma oportunidade, e não como uma ameaça". Ele rebateu acusações de que as importações chinesas afetam a indústria brasileira. - Os produtos chineses são competitivos, por isso estão no Brasil. A indústria brasileira tem de fazer seus próprios esforços - disse o diplomata.
Fonte: Federasul

1 de fevereiro de 2011

PRESIDENTA DILMA FALA EM FORTALECIMENTO DA AMÉRICA LATINA

    Ao lado da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, afirmou que fez questão de eleger o país vizinho como destino para a primeira viagem internacional por considerar que Brasil e Argentina são cruciais para transformar "o século 21 em século da América Latina". "E estou falando necessariamente em transformar os povos brasileiro e argentino e também os [demais] da América Latina", disse Dilma ontem (31/01) em pronunciamento à imprensa, na Casa Rosada, sede do governo argentino.
   O crescimento, aliado à inclusão social dos povos dos países latino-americanos, marcou o discurso das presidentas. Dilma disse se sentir em um momento especial na Argentina e afirmou que os dois países vão aprofundar vínculos para construir um mundo melhor na região.
   Cristina Kirchner disse, por sua vez, que as duas mandatárias têm em comum a visão de que a inclusão social deve ter protagonismo na condução das políticas de Estado. "Nós duas achamos que o crescimento e a soberania de uma nação devem ter como protagonista a inclusão social. O crescimento econômico só é bom se atingir a todos por meio da educação, da moradia."
   As presidentas reafirmaram a proximidade entre Brasil e Argentina. Cristina Kirchner lembrou o caminho trilhado pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner (falecido no ano passado) para aprofundar as relações bilaterais. Agora, acrescentou, elas darão continuidade a essas ações. "Eles constituíram um relacionamento diferente que deu frutos e deve ser aprofundado como falamos na reunião que tivemos a sós. Isso deve significar também o aprofundamento da integração produtiva entre Brasil e Argentina", afirmou a presidenta argentina. Ao final do discurso, ela ressaltou que a união Brasil e Argentina será ainda maior.
   Dilma afirmou que os acordos assinados entre os dois países, durante sua visita a Buenos Aires, reforçam os vínculos já existentes e que a cooperação vai beneficiar o Brasil e a Argentina. "Abrimos um caminho de cooperação para beneficiar as economias argentina e brasileira, a fim de criar uma integração de plataformas produtivas e de construir cada vez mais o bem-estar de nossos países."
Fonte: Agência Brasil