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18 de março de 2011

TEMER DIZ QUE MEDIDAS CONTRA INFLAÇÃO SERÃO TOMADAS

   O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou hoje que o governo deve retomar a discussão de novas medidas macroprudenciais, já que a presidente Dilma Rousseff já disse que não vai tolerar a inflação. "A presidente Dilma já disse que não vai tolerar a inflação e isso significa tomar medidas condizentes a essa colocação. Muito brevemente essas medidas serão tomadas", disse Temer, após reunião na manhã de hoje com a coordenação estadual do PMDB em São Paulo.
   Segundo ele, possivelmente na semana que vem o governo vai aprofundar a discussão sobre as medidas macroprudenciais que devem ser anunciadas em breve. A expectativa, segundo ele, é de que o tema entre em pauta na reunião de coordenação política do governo. Em dezembro, ainda na gestão Lula, o governo anunciou um conjunto de medidas macroprudenciais para conter a alta da inflação.
   Entre as medidas macroprudenciais adotadas no fim do ano passado está o aumento do requerimento de capital para operações de crédito a pessoas físicas, em operações de crédito consignado e nos financiamentos de veículos. Outra medida anunciada foi a elevação dos depósitos compulsórios.
Fonte: O Estado de São Paulo

1 de fevereiro de 2011

PRESIDENTA DILMA FALA EM FORTALECIMENTO DA AMÉRICA LATINA

    Ao lado da presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, afirmou que fez questão de eleger o país vizinho como destino para a primeira viagem internacional por considerar que Brasil e Argentina são cruciais para transformar "o século 21 em século da América Latina". "E estou falando necessariamente em transformar os povos brasileiro e argentino e também os [demais] da América Latina", disse Dilma ontem (31/01) em pronunciamento à imprensa, na Casa Rosada, sede do governo argentino.
   O crescimento, aliado à inclusão social dos povos dos países latino-americanos, marcou o discurso das presidentas. Dilma disse se sentir em um momento especial na Argentina e afirmou que os dois países vão aprofundar vínculos para construir um mundo melhor na região.
   Cristina Kirchner disse, por sua vez, que as duas mandatárias têm em comum a visão de que a inclusão social deve ter protagonismo na condução das políticas de Estado. "Nós duas achamos que o crescimento e a soberania de uma nação devem ter como protagonista a inclusão social. O crescimento econômico só é bom se atingir a todos por meio da educação, da moradia."
   As presidentas reafirmaram a proximidade entre Brasil e Argentina. Cristina Kirchner lembrou o caminho trilhado pelos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Néstor Kirchner (falecido no ano passado) para aprofundar as relações bilaterais. Agora, acrescentou, elas darão continuidade a essas ações. "Eles constituíram um relacionamento diferente que deu frutos e deve ser aprofundado como falamos na reunião que tivemos a sós. Isso deve significar também o aprofundamento da integração produtiva entre Brasil e Argentina", afirmou a presidenta argentina. Ao final do discurso, ela ressaltou que a união Brasil e Argentina será ainda maior.
   Dilma afirmou que os acordos assinados entre os dois países, durante sua visita a Buenos Aires, reforçam os vínculos já existentes e que a cooperação vai beneficiar o Brasil e a Argentina. "Abrimos um caminho de cooperação para beneficiar as economias argentina e brasileira, a fim de criar uma integração de plataformas produtivas e de construir cada vez mais o bem-estar de nossos países."
Fonte: Agência Brasil