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18 de março de 2011

EMPRESAS ALEMÃS VISLUMBRAM MERCADO BRASILEIRO DE MÁQUINAS AGRÍCOLAS

    Em meio a centenas de expositores de máquinas e implementos, seis empresas alemãs desfrutam de um espaço privilegiado na 12ª Expodireto Cotrijal, em Não-Me-Toque, no Rio Grande do Sul. A Casa da Alemanha, a primeira de origem internacional a se instalar na feira, é uma vitrina de uma das maiores fabricantesagrícolas no setor. Financiado pelo ministério da Agricultura da Alemanha, o estande foi uma aposta do país europeu para estimular a entrada no mercado brasileiro. As taxas de importação e a ausência de incentivos do governo brasileiro a máquinas fabricadas fora do território nacional como financiamento do Mais Alimentos e do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), dificultam o ingresso de modelos alemães no país. - No ano passado, exportamos apenas US$ 14 milhões em máquinas agrícolas para o Brasil. Isso é praticamente nada diante do nosso volume mundial - afirma Gerd Wiesendorfer, da Associação de Máquinas Agrícolas da Alemanha.
   Hoje, o mercado alemão de maquinários agrícolas supre de 10% a 12% da demanda mundial. Além de demonstrar aos brasileiros o potencial do país no setor, as empresas estrangeiras procuram parceiros locais para fabricar os produtos em território nacional. Conforme o gerente adjunto de Relações Internacionais da Câmara Brasil Alemanha, Dietmar Sukop, essa seria a forma mais viável para os fabricantes entrarem no país com condições de competitividade. - A concorrência no mercado brasileiro é muito acirrada. Por isso a ideia inicial é buscar uma parceria local que permita a aplicação da tecnologia alemã em uma unidade de produção já instalada - detalhou Sukop.
   Como diferencial da tecnologia desenvolvida na Alemanha, as empresas apresentam modelos que combinam praticidade e eficiência. Entre as marcas expositoras há produtos não encontrados no Brasil, como uma colheitadeira específica para batatas - um dos principais vegetais da culinária alemã.
Fonte: Zero Hora

22 de fevereiro de 2011

RECEITA FEDERAL CRIARÁ CENTRO NACIONAL DE GESTÃO DE RISCOS ADUANEIROS

   O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, informou hoje que a instituição vai criar, ainda no primeiro semestre, o Centro Nacional de Gestão de Riscos Aduaneiros, que terá como tarefa rastrear e coibir o subfaturamento das importações brasileiras. Segundo ele, atualmente a Receita faz essa fiscalização no varejo e em cada porto. O objetivo agora é ter um centro que faça a análise dos dados de forma centralizada, permitindo à Receita usar mais a área de inteligência.
   O secretário admitiu que esse novo monitoramento busca controlar a invasão de produtos chineses. Além disso, esse é um movimento coordenado com os estudos que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) vem fazendo para elevar o imposto de importação de alguns produtos. Ele explicou que, quando há aumento de alíquota, há um risco maior de subfaturamento, porque o importador tenta reduzir a base de incidência do tributo para pagar menos imposto. O secretário disse que a Receita vai rastrear todos os produtos que possam prejudicar a produção nacional, em função da concorrência desleal. "Os produtos, tanto da China quanto de outro país, serão fiscalizados", disse o secretário, destacando que os chineses não são um mal em si. O problema é quando o preço não está correto em sua importação.
   Barreto informou que essa é uma determinação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que está preocupado com a prática de preços desleais na importação. O ministro disse que o centro irá funcionar em São Paulo ou no Paraná. Ele disse que o local será definido em função da facilidade de instalação e que não necessariamente ficará em um grande centro ou perto de um porto.
Fonte: Agência Estado

17 de fevereiro de 2011

BRASIL E ARGENTINA REALIZAM PRIMEIRA REUNIÃO BILATERAL DO ANO

   A Comissão de Monitoramento do Comércio Brasil-Argentina reúne-se pela primeira vez em 2011, a partir desta quinta-feira (17/2), em Buenos Aires. Os trabalhos serão coordenados pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Alessandro Teixeira, e pelo secretário de Indústria argentino, Eduardo Bianchi.
   A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, também participa da reunião, no prédio do Ministério de Indústria da Argentina, a partir das 10h. Os ministros do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, do Brasil, e da Indústria, Débora Giorgi, da Argentina, reúnem-se na sexta-feira.
   No primeiro encontro do ano, brasileiros e argentinos vão discutir intercâmbio comercial, integração produtiva, acordos setoriais, Lista de Exceções à Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC) e promoção comercial, dentre outros temas. Na manhã da sexta-feira (18/2), a partir das 10h, está prevista uma reunião técnica do Comitê Automotivo entre os representantes brasileiros e argentinos.
Fonte: MDIC